terça-feira, abril 07, 2015

Ciao!!!




Eu já disse que gosto de livros fofos, né? E que gosto de livros com jornalistas? E que adoro o jeito como a Marina Carvalho escreve, né?
Ou seja, claro que eu gostei deste livro *.*
Ah, claro, hoje é dia do jornalista, então não tinha data melhor para ele aparecer no Literatura de Mulherzinha *.*

Azul da cor do mar – Marina Carvalho – Novas Páginas
(2014 – Novo Conceito)
Personagens: Rafaela Vilas Boas, o “menino da mochila xadrez” e Bernardo Venturini

Rafaela tinha noção de quanta sorte teve ao ser selecionada para estagiar na Folha de Minas, o maior jornal do estado e terceiro do Brasil. Prestes a começar o último período da faculdade, era uma chance imperdível de ganhar experiência no jornalismo esportivo, que ela gostaria de seguir. O chefão teve a ideia de colocá-la na cola do melhor repórter do setor, Bernardo, que não gostou nem um pouco da ideia. Restava a Rafaela lidar com isso, com as consequências das decisões que toma e com as lembranças de um menino de olhos azuis que ela conheceu quando era uma garota magrela de férias na praia e nunca esqueceu.

Comentários:

- Sabe quando tudo que você precisa é de um livro fofo? Pois é, as histórias da Marina Carvalho têm esse dom na minha vida. Tanto que eu a li em HORAS. Aquela leitura “ah, só uns capítulos” e quando você percebe fechou o livro... já é madrugada, você precisa dormir porque vai sair da cama cedo para trabalhar com olheiras dignas de um misto de guaxinim com panda. E não vai reclamar.

- O livro começa quando a estudante de jornalismo se torna estagiária do Folha de Minas. Quer se aperfeiçoar no jornalismo investigativo e recebe a missão de acompanhar o melhor repórter da editoria, Bernardo Venturini que, de cara, demonstra não estar nada satisfeito em ser “babá de estagiária”. Os dois não se bicam e isso fica evidente, para felicidade do pessoal da redação, que gosta de ver Rafaela enfrentando Bernardo.

- Ela acredita que pode contar com o apoio das amigas Alice, Sofia e Gisele, nesta jornada. E, até delas, guarda o segredo que só narra no caderninho com o coala desenhado: a imaginação dela sobre quem seria o garoto da mochila xadrez, que ela viu numa praia durante as férias em Iriri, no Espírito Santo. Ela não teve coragem de se aproximar e este mistério nunca saiu da mente dela.

- Rafaela é bem humorada, desastrada (muito desastrada, estilo Holly do Um amor de detetive e Kane, dos Senhores do Mundo Sombrio), desprovida de coordenação motora, que aprendeu a sobreviver como a única menina entre quatro filhos e com três irmãos mais velhos superprotetores, sendo que ela mora com dois deles. Ela é a narradora do livro, então é a responsável por nos prender na história e consegue bem. Não tem como não se identificar com a sede de viver e de aprender. Dá vontade de puxar a orelha quando ela faz bobagens (e ela faz uma bobagem tamanho boing 747!!!) e de conversar quando ela está repleta daquelas famosas dúvidas que a gente não enxerga a resposta nem quando ela está sambando debaixo do nariz. O livro tem pé na rotina de uma redação, apesar de dar uma glamourizada básica (licença literária). Uma das pautas que Rafa e Bernardo fazem juntos, eu não faria de jeito nenhum. Primeiro porque meu gosto pessoal é mais para comportamento e esporte (apesar de fazer de tudo) e segundo que, desde aquele episódio da falsa entrevista do PCC ao programa do Gugu, há empresas que estão reticentes neste tipo de abordagem, mas depende de linha editorial, né? E o outro aspecto: até agora, das redações que conheço e nas que trabalhei, não há sósias do Chris Hemsworth trabalhando #poooooooooooooooxa. Não iria reclamar. Você iria?

- Mas que Bernardo merece uns cascudos pelo, digamos, “conjunto da obra no pessoal e no profissional”, merece. Não posso dizer os motivos, afinal de contas, não sou fã dos spoilers. Só digo que, apesar de lindo (se ele tiver com o visual do Chris no Blackhat, acredito que a distribuição de babadores seria necessária para manter a qualidade de vida no recinto), o rapaz tem momentos “liga o ogro e desliga o príncipe”. Esta vibe “bonitinho, mas ordinário” estressa.

- É fofo, uma delícia de ler e o meu exemplar está autografado! Lembram quando conheci a Marina no ano passado? Então, os livros sobre a Ana foram autografados para #madrehooligan. O da futura jornalista foi para mim. #ostentando

- Em entrevista ao Recanto da Mi (só leia depois de ler Azul da cor do mar para não ter spoilers), a Marina contou que está escrevendo A menina dos olhos molhados, que está relacionado, oferece outro ponto de vida e mais informações sobre este livro. Já está na lista!!!

Links: Goodreads autora e livrosite da autora , mais sobre ela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta 
Reações:

Um comentário :

  1. Ok, eu simpatizei com essa premissa dessa história, sem ter qualquer certeza instintiva de que aquele menino seria seu jornalista babá realmente. Seria muito legal se fosse ele, mas eu não sei se sua autora seria tão óbvia. Eu não tenho irmãos mais velhos superprotetores e tenho certeza de que eu adoraria passar por essa experiência, mas eu sou primogênita em minha família (há séculos e sem perdão !!!).

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