sexta-feira, abril 11, 2014

Ciao!!!




Ai, essa série!
Ai, Julia Quinn fazendo um livro melhor que o outro.
E ainda deixando ganchos para que a gente fique aguando o próximo.

Um perfeito cavalheiro – Julia Quinn – Arqueiro
(An offer for a gentleman – 2001 – Harper Collins Publishers)
Personagens: Sophie Beckett e Benedict Bridgerton

Sophie era a filha ilegítima do conde de Penwood e tinha crescido sob proteção dele, como uma pupila. Quando ele se casou, ela foi “colocada em seu lugar” pela esposa, Araminta, que tinha duas filhas. Quando ele morreu, ela foi rebaixada à empregada da casa. E aos 21 anos, sonhava com coisas que eram impossíveis na situação dela. Mas conseguiu entrar no baile de máscaras da temporada, na Casa Bridgerton, e como Cinderela, atrair a atenção do homem mais desejado da sociedade e desapareceu ao som das 12 badaladas. Benedict nunca mais se esqueceu da moça de vestido prateado, mas não conseguiu localizá-la e se a reencontrasse não hesitaria em se casar com ela. Dois anos depois, durante uma festa, salvou uma empregada de um destino cruel para uma mulher e não poderia imaginar o quanto perto estava da garota que procurava, mas com quem a sociedade nunca aceitaria que ele se casasse.

Comentários:

- “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” “Vou ser objetiva!” Ok. “Vou ser objetiva!”, mais uma só para garantir: “Vou ser objetiva!”. Sim, livro que causou intensos e extremos ataques de fofurite pouco importando onde eu estava, seja ponto de ônibus, dentro do ônibus ou dentro da minha casa. A tal ponto de rir alto sozinha. A tal ponto de #madrehooligan me mandar parar de atrapalhar a leitura dela (Isso quando ela não me perguntava: “E aí, terminou o Benedito?!”, porque eu corri e li antes que ela pegasse pra ler!!!).

- Desisto: posso ter um ataque de fofura rapidinho?








 (Eu lendo: “Ah Benedict...”)

- Pronto. Como o resumo oficial – e o meu, ali em cima – entrega, neste livro, Julia Quinn se inspirou no conto da Cinderela. A menina que é afastada da nobreza, neste caso, por conta de uma “irregularidade” no nascimento: a filha da empregada com o conde. Criada como pupila até a chegada da esposa “socialmente aceita” que óbvio, não aceita a filha bastarda, não a quer perto das filhas puro-sangue e é, como diria Zagallo, obrigada a engolir a presença dela na casa. Quando o conde morre, Sophie é rebaixada de pupila a empregada que come as sobras do pão devidamente amassado por Araminta. E em um ato de rebeldia, com a ajuda de outros empregados, ela se infiltra em um baile a fantasia promovido pelos Bridgertons, onde desperta a atenção de Benedict, o agora solteiro mais cobiçado da família. Seria um lindo caso de amor à primeira vista, se fosse socialmente aceito que o herdeiro de uma família nobre se relacionasse com uma filha ilegítima. Ciente disso, apesar da forte atração, Sophie foge e eles se separam.

- A partir daí, temos os desencontros do casal. Benedict surge (como um príncipe) e a resgata em um momento de muito perigo e resolve que sua família a acolherá. Só que a jornada tem alguns imprevistos, sendo o principal deles o fato de Sophie saber que não deve, não pode, é impossível, mas não tem como não se apaixonar por Benedict. E Benedict sem entender porque sentia uma ligação inexplicável por ela. Não será fácil. Ambos vão cometer erros. Ela, querendo se proteger. Ele, sem controle pelo que sente por ela. Eles não vão se entender: afinal de contas, ela o quer, mas sabe que não pode e ele não pode dar o que ela quer. O preço é alto para ambos (mais para ela que ele). Mas há uma química linda entre eles. É um casal que funciona. Você entende o que os dois sentem, até mesmo aquilo que não revelam. É engraçado como um consegue ler a cabeça e despertar o melhor e o pior (essas são as melhores cenas. Adoro casal fofo-implicante bem escrito) do outro. Sophie tem a exata noção de quem é. Benedict gostaria que as pessoas o vissem sem ser como o “Bridgerton número 2”. São lindos, intensos, apaixonados e vulneráveis. Não tem como não gostar deste livro.

- Ah, e se Benedict tivesse um pouquinho mais atento ao redor teria percebido tanta coisa interessante... (leiam e descubram o quê). Mais uma vez, a dinâmica familiar dos Bridgertons é de dar água na boca. A implicância entre as irmãs, que já estão mais velhas em relação à primeira história. A solidariedade e o código de conduta entre os irmãos mais velhos – Anthony, Benedict e Colin (já que Gregory está em Eton e é apenas mencionado no livro em algumas passagens, sendo as principais relativas ao fato de ele ainda não ter idade para ser considerado como “partido disponível” para as moças solteiras). E a campeã para mim: uma conversa pessoal entre Benedict e lady Violet, onde muito se explica e se revela sem precisar que todas as palavras sejam ditas. (Sim, #madrehooligan vai amar. Tenho certeza).

- Não faço ideia de quem é Lady Whistledown, mas os comentários mais ácidos e sagazes dela me fizeram rir muito ao longo da história. Toda vez que leio faço uma lista de suspeitos que não se confirmam ou não parecem plausíveis. Mas estou aguardando por mais detalhes nos próximos livros. (E REPITO: QUEM SOUBER, NÃO ME CONTE. DETESTO SPOILER E SOU CAPAZ DE PARAR DE LER A SÉRIE. Obrigada :D)

- E este livro tem um gancho deliciosamente escancarado dos protagonistas do próximo livro. E não é apenas no capítulo que veio como bônus, mas, no decorrer da trama, em uma cena aonde você vai se sentir perdoado por qualquer saia justa ou situação supermegaultraconstrangedora que tiver vivido. Sério, é uma daquelas cenas #vergonhaalheia tão grande que você se sente solidário aos envolvidos.

Eis a lista completa da série Bridgertons, com o nome de cada irmão protagonista. 

1. The Duke and I (2000) - O Duque e Eu – Daphne Bridgerton e Simon Basset
2. The Viscount Who Loved Me (2000) – O Visconde que me amava – Anthony Bridgerton e Kate Sheffield
3. An Offer from a Gentleman (2001) – Um perfeito cavalheiro  – Benedict Bridgerton e Sophie Beckett.
4. Romancing Mr. Bridgerton (2002) – Os segredos de Colin Bridgerton – Colin Bridgerton e Penelope Featherington 
5. To Sir Philip, with Love (2003) – Para Sir Philip, com amor - Eloise Bridgerton e Sir Phillip Crane
6. When He Was Wicked (2004) – O conde enfeitiçadoFrancesca Bridgerton Stirling e Michael Stirling
7. It's in His Kiss (2005) – Um beijo inesquecívelHyacinth Bridgerton e Gareth St. Clair
8. On the Way to the Wedding (2006) – A caminho do altar -  Lucinda “Lucy” Abernathy e Gregory Bridgerton
9. The Bridgertons: Happily ever afterE viveram felizes para sempre – epílogos para toda a família


Bacci!!!

Beta

ps.: Se Carter Maguire tivesse nascido na Inglaterra, no século XIX, seria Benedict Bridgerton. Foi um pensamento aleatório que tive, consequência de um ataque fulminante de fofurite ao longo da leitura. Ai de mim no post de piriguetagem literária deste ano... 
Reações:

5 comentários :

  1. ai, Betinha! Desse jeito meu cronograma vai surtar. Já quero ler... O problema é que Eu não tenho o primeiro livro. Kkkk Vou já adicionar na minha lista de pedir emprestado pra ontem. Hahahaha quero saber que livro da vergonha alheia é esse Kkkk

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  2. Eu amei esse livro! Adoro Julia Quinn, essa série é D+++++++++.Tô loka para saber quem é Lady Whistledown.
    Eu tinha os outros livros em PDF,mas meu filho derrubou meu not no chão e eu perdi tudo o que eu tinha!
    BJU
    Fabi :)
    Romances e Sonhos

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  3. Oie
    Esse foi o que mais gostei da Julia. Adoro romances inspirados na Cinderela. Acho que meu lado apaixonado por conto de fadas vem a tona hehehhe

    Bjksss

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  4. Ai, eu sabia, podendo apostar minha alma escurecida !!! Eu percebi que era um romance cindereliano quando li uma sinopse em uma livraria e sua resenha confirmou minhas suspeitas, portanto amarei esse romance ao ler. Minha suspeita para lady: Hyacint !

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  5. Menina, eu amo Benedict!!! Amo ardentemente, como diria Mr.Darcy. Amei essa.postagem.ri sozinha aqui. 😅😘

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