sábado, abril 16, 2011

Inacreditável.

Geralmente esta é a minha conclusão quando sou obrigada – por alguma circunstância – a pensar na passagem do tempo. Sabem como é, está ali, a cada segundo, e a gente banca o avestruz: "Temos todo o tempo do mundo... Todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi meu dia. Sempre em frente, não temos tempo a perder..." (não é à toa que faço parte da comunidade Renato Russo é meu psicólogo no Orkut). Várias vezes já contei aqui, mas para quem não leu, um breve resumo: há exatos seis anos, em um sábado como hoje, estava entediada sem nada para fazer de legal, algo que me divertisse e resolvi criar um blog que me animasse a escrever e que não fosse um “querido diário” (algo que minhas crises de querer sossego e isolamento nunca me deixaria ter paciência para fazer). Assim, surgiu a versão Mulherzinha de Beta, que sempre amou livros e não via problema em tornar público e compartilhar o que havia reunido de informação – e com o dedo bom pra tropeçar em séries que não eram devidamente anunciadas - até então.

Pois bem, desde aquela noite de 16 de abril de 2005:

1) Continuo sem a menor idéia, prática e vocação com a parte técnica – não tenho talento para inventar design e utilizar outras ferramentas (o que peço desculpas porque se soubesse facilitaria muitas coisas aqui e evitaria tantos apelos desesperados de ajuda a quem sabe...)

2) Continuo louca por livros. O que é muito bom, porque é o presente óbvio (livros, vale-livros, DVDs e CDs) e só reforça a teoria de “expurgar o carma de ter sido uma bibliotecária incendiária em outra vida”...

3) Continuo sem tempo para ler todos os livros que tenho. Em contagem inacabada: 685! E falta muito para terminar... Isso porque eu batia pé que não tinha 500 livros de jeito nenhum... (voltamos à redenção da bibliotecária incendiária da vida passada).

4) Ainda não achei uma “forma” (tipo receita de bolo) para fazer as resenhas. Tanto que quem visitar as primeiras verá que elas mudaram, ficaram maiores e de um tempo para cá, geralmente, cada uma para um livro. Meu ponto de partida é: contar o que li com as minhas palavras. Vamos ver o que reserva o futuro...

5) Continuo escorpiana (com algumas convicções que me tornam facilmente irritável) com um ascendente geminiano (que me tornam facilmente dispersiva – ou, se permitir, com uma incrível criatividade para achar coisas mais interessantes e divertidas para fazer do que o que eu deveria estar fazendo...) e lua em touro (o que agrava o fator “empacável” para não dizer teimosa ou persistente, dependendo da ocasião e do ponto de vista). Esta combinação estará sempre presente – em doses homeopáticas ou para lá de exageradas – presentes no texto, o que leva a...

6) Continuo ciente de que não sou dona da verdade absoluta (e nem quero. Quer chatice maior que ser “o certo” o tempo todo?). Os textos do Literatura de Mulherzinha (LdM para os íntimos) refletem a minha opinião sobre um livro em um determinado contexto da minha vida. Me sinto livre para mudar de idéia (apesar de imaginar que não vai acontecer em alguns casos). E preciso mesmo, muito, da opinião alheia, porque só há crescimento na troca de opiniões...

Por isso, aproveito este espaço anual para agradecer as visitas, os comentários (que espero que se tornem hábito), o incentivo e apoio que tive e tenho. Dou muita sorte com meus anjos da guarda – todos sabem quem foram e quem são: Zulma, Lidy, o trio Tonks, Carol e Nat, Andrea (que realizou o meu sonho de ter um cachecol da Fiorentina e permite que eu tenha um Natal por mês) e as meninas da blogosfera que me consideram uma “Boa Moça” e não alguém constante e obviamente à beira de um ataque de nervos...

E já que o LdM – e a Mulherzinha que se expressa por ele – chegou ao hexa, parto agora em busca do hepta, não pelo caneco nem pelo champagne, mas porque estou mais interessada em pintar o sete, mantendo o humor (presente ou ausente, versão que muitas aqui parecem preferir pela alta receptividade das resenhas iradas) , alegremente derrotada (porque, por mais que eu leia, sempre tem, pelo menos, mais um para ler!!! \o/) e sem compreender o mistério do carinho que vocês tem com este blog-diário criado em uma tediosa noite de sábado. Para uma antissocial assumida, este é – e sempre será – o maior milagre que a subvalorizada Chick Lit que inspira e batiza o LdM trouxe para minha vida...

Bacci!!!

Beta

ps.: A título de curiosidade, este é o post 800 do LdM (entre resenhas, chiliques e afins...) o.O Nem eu acredito...

ps.: Pra quem quiser ler:::

LdM 1 ano

LdM bi e lista bônus

LdM tri

LdM tetra


LdM penta
Reações:

5 comentários :

  1. Um super-mega parabéns para o LdM (já sou íntima?? \o/)!!!!!!!
    Conhço o blog a pouco tempo, menos de um ano, mas já me apaixonei.
    Adoro as suas resenhas e a forma descontraída e super divertida com que espressa suas opiniões. É sempre uma surpresa passar pos aqui.
    E como sou bibliotecária (nessa encarnação mesmo) e taurina (super-hiper teimosa) já viu, não podia ficar de fora.

    Bjkas!!!!
    Monique Martins
    MoniqueMar
    @moniquemar

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  2. Parabéns Beta!
    A cada ano que passa, cada vez melhor!

    Um xero!

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  3. Era uma vez uma psicóloga que foi assaltada e pisoteada três anos atrás. Ela tinha alguns trocados consigo na semana seguinte, sentindo-se muito mal, como se fosse uma escória miserável. Tentava recuperar-se emocionalmente desesperadamente. Adorava ler desde que aprendeu a fazê-lo então entrou em uma banca onde queria escolher alguma coisa interessante para acalmar-se. Viu um livro de Hannah Howell, lembrando-se de seus livrinhos de romance "água com açúcar" que estavam guardados em seu armário há dezesseis anos. "A Bela e a Fera". Era um título promissor. Comprou-o. Bebeu-o. Comeu-o. Devorou-o. Começou a melhorar a penas duríssimas. Resgatou seus livrinhos de seu armário.

    Começou por Margareh Moore. Leu "Alma de Guerreiro" e "Paixão de Guerreiro". Foi pesquisar sobre sua autora, entusiasmada para conhecê-la melhor. Então descobriu que De Lanyea tinha uma saga. Procurou seus livros em sites de venda. Tornou-se cadastrada de Mercado Livre. Comprou sua saga completa e muito, muito, muito mais (mais de 200 livros com certeza). Comprava ali. Comprava aqui. Fez uma pergunta para sua vendedora preferida sobre um livro. Ela deu-lhe um endereço de site que tinha uma resenha explicativa sobre ele. Essa psicóloga foi visitá-lo.

    Ele levou-a a outro site e outro site. Seu ponto final chamava-se "Literatura de Mulherzinha". Examinou-o. Era agradável e bonito. Viu que ele falava daquele livro que procurava, aprendendo que ele formava uma série. Viu que ele falava de Hannah Howell e Margareth Moore. Leu suas resenhas sobre estas autoras várias vezes, rindo de lacrimejar com seus apartes e idéias, como formar times de futebol com parte de Clã De Lanyea e ter um começo de idéia boa com vários escoceses acorrentados à parede de um calabouço. Este blog, junto de meus dois anos de terapia (psicóloga precisa de psicóloga também, pois somos humanas), trouxe muito de meu coração de volta (meu corpo havia ficado com cortes e hematomas pela pele toda, inclusive uma marca negra, inteirinha e perfeita, da mão daquele sujeito que agarrou-me naquela esquina pelo braço sem que eu esboçasse qualquer tentativa de qualquer coisa). Parabéns, Beta !

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  4. E que venham tantos outros anos para este que é o verdadeiro blog ENCICLOÉDIA dos romances de banca.

    Parabéns!!!
    Super beijos!

    P.S: Nada a ver com o assunto, mas procura por Rui Patrício do Sporting de Portugal kkkkkkkkkkkkkkkk

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  5. Quando eu era adolescente, lia os livrinhos de banca desesperadamente. Tinha toneladas e toneladas de livros, trocava no sebo, pois a mesada de adolescente não dava prá saciar a minha fome de leitura (acho que aí começou a minha rinite selvagem), lia tomando banho (nem me perguntem como era o esquema, mas dava), ficava até as madrugas lendo (o que rendia broncas homéricas da minha mãe porque achava que eu ia ficar doente sem dormir e a preocupação do meu pai, que ia pelo menos 3 vezes durante a madrugada ao meu quarto prá ver se estava tudo bem e ainda levava um nescauzinho prá eu não ficar com o estômago vazio).

    Até que um dia parei. Não lembro se houve algum fato relevante que levou a isso, mas acho que foi falta de tempo mesmo: trabalho, faculdade, estágio... Passei a dormir 4 horas por noite, fazia curso de Letras à noite, tinha que ler os livros da faculdade (pelo menos uns 5 tijolos por semana) e ainda fazer trabalhos com laudas e mais laudas sobre eles. Fazia estágio praticamente de madrugada, nos primeiros horários de um colégio municipal e ainda trabalhava o dia todo, sufoco!

    E os livrinhos ficaram esquecidos e assim se passaram uns 20 anos, pelo menos.

    Até que um dia, não faz muito tempo, fui convocada a fazer um recadastramento bancário. A fila era imensa, a estratégia do banco para fazer o trabalho era insana e ineficiente e vi que ia ficar ali um bom tempo.

    Como não consigo ficar sem fazer nada por muito tempo, muito menos parada, achei que ia ter uma crise se não arrumasse alguma coisa prá fazer urgente. Dei uma olhada no perímetro e vi que tinha um jornaleiro em frente e, ainda por cima, tinha uma geladeirinha de Coca-Cola. Como sempre fui traça e sou viciada em Coca-Cola, pensei em unir o útil ao agradável e ir até lá. Não tinha nada muito interessante em termo de revistas, mas aí bati o olho nos livrinhos e me deu uma saudade, uma vontade de voltar no tempo e comprei um, escolhido somente pelo grande número de páginas, uma coca-cola, e fui me colocar na fila.

    Aí veio a surpresa: o livrinho tinha o mesmo formato, uma capa nada a ver, mas estava diferente, era uma história de época, mas com uns escoceses com uma família enorme, uma mocinha decidida e um mocinho totalmente fora do padrão. Era de uma tal de Hannah Howell e foi engolido na maior velocidade (nunca quis tanto que uma fila andasse devagar).

    Intrigada, fui procurar mais informações na internet, ver se tinha livros dos outros personagens da família e quando digitei o nome da autora, a primeira coisa que apareceu foi um tal de "Literatura de Mulherzinha". Cliquei. E dele não saí mais! Descobri não só o restante dos Murray, como os Cameron e todos os outros familiares e agregados.

    Descobri outros livrinhos, resenhas hilárias, iradas, que em sua maioria traduziam o meu próprio pensamento, dei muita risada sozinha, com o marido me olhando com aquela cara de quem foi enganado e casou com uma maluca, encontrei um blog democrático que fala de tudo sem nenhum preconceito.

    Mas descobri mais ainda: descobri que por trás daquelas resenhas tão bem escritas e com as quais eu tanto me identificava, estava uma pessoa especial, escorpiana como eu, irada como eu e que apesar de eu nunca ter visto pessoalmente, sinto como se conhecesse há muito tempo.

    Sim, parece coisa do destino, né? Acredito que nada acontece por acaso e acredito que estava no meu destino aquela fila enorme e sem sentido só prá que eu encontrasse a Beta, que me fez encontrar a Comunidade Adoro Romances e lá todas as meninas fabulosas com quem troco idéias e vibrações positivas!

    Obrigada, Beta! Parabéns!!! Tenha a certeza que esse seu sábado tedioso fez, ainda faz e continuará fazendo a felicidade de muita gente.

    Fico honrada de ter realizado o seu sonho do cachecol da Fiorentina, só lamento não ter podido entregar pessoalmente e ver a sua cara quando você abriu o pacote. Espero continuar sempre por aqui e comemorar muitos aniversários!!!

    Beijos!

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