quinta-feira, maio 26, 2016

Ciao!!!



Audrey Hepburn é uma das personalidades que mais admiro. Por isso, volta e meia ela aparece no Literatura de Mulherzinha. Ela representa várias qualidades que eu adoraria ter e fez vários filmes que eu amo.
Por isso, ao ver este livro, nada mais natural que eu quisesse ler, né?

Uma noite com Audrey Hepburn – Lucy Holliday – Harper Collins
(A night in with Audrey Hepburn – 2015)
Personagens: Liberty “Libby” Lomax e Audrey Hepburn

A vida de Libby Lomax parecia um círculo vicioso: ignorada pelo pai, preterida pela mãe que preferia a irmã que sempre quis ser famosa, alguns ex-namorados nada dignos de nota. Até o dia em que conseguiu se complicar em um emprego de figurante e terminou demitida. Tudo isso na frente do astro galã maravilha do momento Dillon O’Hara. Para piorar, ao descobrir que o apartamento que alugara estava longe de ser o que foi prometido, ela imaginou que nada mais surreal poderia acontecer. Foi quando se deparou com Audrey Hepburn sentada em seu sofá Chesterfield de segunda mão.

Comentários:

- Ah, todo o conjunto de característica da chicklit britânica lindamente reunidos neste livro: personagem com histórico de problemas com parentes (no caso de Libby, pai, mãe e irmã), se sentindo frustrada na carreira (Libby mesmo depois de adulta se deixa forçar a ser figurante para realizar o sonho da mãe que quer ver as filhas envolvidas no meio artístico), com um melhor amigo parceiro de todos os momentos (Olly. Depois falo dele) e uma amiga fiel escudeira (Nora, a irmã de Olly), o homem inatingível (Dillon), a rival rancorosa (Rhea) e um festival de trapalhadas e situações constrangedoras. O tempero é a fada-madrinha/conselheira da vez: a “aparição” de Audrey Hepburn, caracterizada como algumas de suas personagens mais famosas, Holly Golightly (de Bonequinha de Luxo), princesa Ann (A princesa e o plebeu) e Sabrina (do filme de mesmo nome). 

Audrey e Gregory Peck em "A princesa e o plebeu"

- De certa forma, a gente consegue compreender porque a imagem de Audrey surge pra terminar de virar a vida de Libby do avesso. Primeiro porque pra uma garota chamada Liberdade, ela era extremamente presa a uma vida infeliz. Queria mais atenção da mãe, que só se identifica e prioriza a filha caçula, com quem comunga os mesmos projetos de fama no meio artístico (sem apresentar talento ou vontade de se esforçar para ser reconhecida pelo trabalho, não pela beleza ou atributos físicos). Aprendeu com o pai a gostar dos astros e estrelas da Hollywood clássica – mesmo motivo que o pai alegava para não ser um pai de verdade, presente e que se interessava pela filha, já que estava trabalhando (quase que eternamente) em um livro sobre eles. Perdeu o emprego que nunca quis de verdade. Estava em um apartamento longe de ter o conforto que queria na sua tentativa de independência, que teve móveis tirados dos abandonados por um estúdio de cinema. E foi no sofá Chesterfield, após um dia horroroso, que Libby encontrou a atriz que mais admirava: Audrey Hepburn em “alucinação e osso?!” na sua sala.

- A partir daí, é a tradicional sequência de trapalhadas entremeada com jornada de autodescoberta que vai transformar a nossa heroína patinho feio e sem autoestima em finalmente alguém digno de ser visto... por ela mesma! Afinal de contas, ela passou uma vida inteira à sombra e se depreciando e conformada em um círculo vicioso onde ela era sempre figurante na própria vida. Então, sair disso, por bem ou por mal, é chocante, é constrangedor, é inseguro, é confuso. Mas como Libby escuta de Audrey, “você precisa de um pouco de fogo na sua vida” (não tão literalmente como acaba ocorrendo logo no início do livro). E para isso, seria necessário romper algumas amarras autoimpostas, quebrar alguns modos de comportamento e colocar alguns relacionamentos não muito saudáveis em pratos limpos.  

Audrey e Fred Astaire em "Cinderela em Paris"

- Nesta jornada, temos as demonstrações de dois relacionamentos dela. Com o melhor amigo, Olly, que ela conheceu em uma situação igualmente constrangedora e desgastante alguns anos antes. Ele é o ombro amigo para todas as horas, com quem ela se sente à vontade para falar sobre quase qualquer coisa. Acredito que vamos ter mais dele nos próximos livros, pelas pistas que ficaram no ar neste. Já o outro relacionamento se inicia quando ela encontra com Dillon, o homem inatingível, lindo, aparentemente perfeito que só se relaciona com supermodelos e, para surpresa dela, ele demonstra interesse (ok, ele marcou um ponto importante comigo ao elogiar garotas de cabelo curto, sem dar o tradicional chilique: “mas por que você não quer parecer feminina?”. O que, no meu caso, costumo ignorar pra evitar a seguinte resposta: “Sério que a sua noção de feminilidade está associada ao cabelão? Fale sobre Sansão”) E uma série de situações constrangedoras – algumas por conta própria dela e outras com interferências alheias – contribui para que eles fiquem indo e vindo, enquanto Libby vai se virando diante das mudanças em série na própria vida.

Audrey em "Bonequinha de Luxo"

- No entanto, não consegui imaginar ela recebendo conselho da Audrey Hepburn, mas da Holly. Não sei se o figurino descrito na maioria das cenas me influenciou, mas na minha mente era Holly e não Audrey quem falava. Mesmo quando mencionava fatos da vida pessoal da atriz. E embora o meu lado racional quisesse um motivo que explicasse as aparições Audrey (além da projeção que a carente Libby fazia nas personagens dela. Mas uma possibilidade é citada no fim do livro), sejamos sinceras: tem coisas que não precisam fazer sentido para a história funcionar. Não é 100%, mas entretém. E tem dias que preciso de livros assim.

- E o começo de uma trilogia, onde (estou pressupondo), vamos ver Libby saindo da casca onde se manteve e se deixou manter por quase toda a vida. Quando li na orelha do livro que seria uma trilogia, deduzi a segunda diva que ela encontraria antes de ler o trecho que vem de brinde no final. Fiquei na dúvida em quem seria a terceira. Nada como um pouco de pesquisa para ajuda blogueira a matar a curiosidade.

Série Libby Lomax
A night in with Audrey Hepburn – Uma noite com Audrey Hepburn
A night in with Marilyn Monroe – ainda não lançado em Português
A night in with Grace Kelly – será lançado lá fora em dezembro de 2016

- Links: Goodreads livro, série e autora; sites internacional e nacional da editora;  Skoob; mais dela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

ps.: E se nunca viram um filme da Audrey Hepburn, recomendo os meus favoritos: A princesa e o plebeu, Sabrina, Cinderela em Paris, Como roubar um milhão de dólares, Minha Bela Dama e Quando Paris alucina. Preciso ver Charada, que ela fez junto com Cary Grant.

terça-feira, maio 24, 2016

Ciao!!!


Sabe aquela vida de leitora compulsiva que fica aguando as Bienais do RJ e de SP por não serem onde você mora?! Que fica vendo as amigas indo e vindo de stand em stand? Na fila pra pegar autógrafo? Ou pra tentar posar perto do trono de ferro ou de qualquer outra coisa de Game of Thrones


Enquanto isso, do lado de cá, você está lamentando por que estes eventos ocorrem longe geográfica e financeiramente?


Então: meus problemas acabaram!!!
Em junho será realizada a 1ª Bienal do Livro de Juiz de Fora!



Anota na agenda: será entre os dias 14 e 19 de junho, no Centro de Convenções do Independência Trade Hotel! De terça a sábado, das 9h às 22h; domingo, 10h às 19h.

E pra estrear com pompa, circunstância, tietagem assumida, olha só quem já foi confirmado que vem:




E ainda Chris Melo, Maurício GomydeLuiz Ruffatto e Eduardo Monsanto, apresentador da ESPN Brasil, entre outros.

Serão 45 stands: livraria Arco-Íris, Palavras e Ideias, Cadori (todas de JF); editoras locais como Gryphon e Editar e também Intrínseca, Sextante, Record, Novo Conceito, DSOP, Ediouro, HarperCollins e Girassol.

Está achando pouco? A programação - que ainda será detalhada - terá mesas redondas, tarde de autógrafos, encontro com autores, exposições e contadores de histórias, oficinas pra crianças e professores. 

Aliás, atenção escolas: já pode agendar visitas para um atendimento personalizado!



Ah, sim, pra ver e aproveitar tudo

 isso: entrada gratuita!!!!
   


Avisei à #MadreHooligan que ela ficaria alguns dias sem me ver e a resposta foi: 
- Só espero que você coma!
(Até parece que eu acreditei que ela não vai atrás de mim só pra garantir que eu não gaste o que tenho e o que não tenho coma compre mais livros que ela queira ler e apareça pra bater ponto em casa)

Tudo isso foi anunciado em coletiva nesta terça-feira!

Acompanhem o Literatura de Mulherzinha porque irei divulgar aos poucos as programações das livrarias e editoras que vão participar. E estarei atenta para a confirmação de mais autores. E as datas dos eventos com eles na #JFtembienal! 

Quem quiser acompanhar o evento eis o Facebook, Instagram e site oficiais.

Bacci!!!

Beta

segunda-feira, maio 23, 2016

Ciao!!!




Pois é, a Harlequin Brasil finalmente oficializou a divulgação dos lançamentos de maio. E vou te contar umas coisinhas:
- tem muita gente boa \o/
- algumas das minhas autoras xodós *.*
- e precisamos falar (DE NOVO) sobre a capa do Histórico!!

Confere aí!!!!

  


 





 



 







E tem Kelly Hunter e TRÊS histórias da Natalie Anderson!!!!!

 


Confira também no Pinterest e no site da Harlequin Brasil

Bacci!!!

Beta

domingo, maio 22, 2016

Ciao!!!



Ame ou odeie. Este é o típico livro ao qual você não vai ficar indiferente.
Especialmente pela forma como você se identifica – ou não – com os protagonistas.

Dona de seu destino – Melanie Milburne – Paixão 402
(At no man’s command – 2014 – Mills & Boom Modern Romance)
Personagens: Aiesha Adams e James Challender

Ex-menina de rua, Aiesha se especializou em atrair e confusão por onde passa. Desde que entrou na vida da família Challender, nada mais foi o mesmo. Após o mais recente envolvimento em escândalo, ela se refugiou no interior da Escócia onde foi surpreendida pelo aristocrata puritano certinho James Challender. James não conseguiu acreditar na decisão da mãe em ainda manter contato com Aiesha. E agora que a criatura o envolveu em um escândalo que custou o final do quase-noivado dele, só restava salvar a situação inventando um noivado com Aiesha. E torcer para isso não trazer mais problemas para ele.

Comentários:

- Definitivamente, este não é um livro como outros. Aiesha é totalmente destoante de outras protagonistas por aí. A menina que foi para as ruas após a morte da mãe, foi adotada por uma família aristocrata, apenas para implodir a farsa do casamento - expondo o marido traidor e magoando a mãe, Louise e o filho, James, no caminho à imprensa ávida por escândalos. A carreira de cantora em Las Vegas foi implodida pelo envolvimento em outro escândalo, onde foi apontada como a vilã, o que comprometeu os planos dela de se lançar como cantora e sair desta vida. Por isso, resolveu sumir e voltou para o interior da Escócia, para a casa dos Challender, para cuidar da golden retriever de estimação de Louise.

- Só que ela reencontra James. E o mau tempo força os dois a ficarem presos no local. Para provocar e tirar o controle férreo de James, ela anuncia no Twitter que eles estão tendo um caso. E o noivado do rapaz com uma moça confiável, da sociedade, vai para o espaço. Como seria bom ter uma noiva, para fechar um contrato com um cliente conservador, ele não perde tempo e anuncia o noivado dos dois. Então começa uma disputa por controle. Aiesha está acostumada a ser a garota má que leva os homens à loucura, mas sem se entregar. James é o homem certo e conservador, que, diante do péssimo casamento dos pais, quer fazer tudo certo. Está na cara que são água e óleo, no entanto, não há ninguém mais que arranque as reações deles como o outro faz.

- Houve momentos em que Aiesha me estressou profundamente (há momentos em que a gente cansa, né? Tem limite pra tudo nesta vida). No geral, até que ela aguenta bem as pontas da imagem “bad ass” que criou – já esbarrei, em outros livros, com personagens que começam assim duronas e independentes e desmontam rapidinho. E mesmo diante de um homem como James, que tinha tudo para compreendê-la melhor que ninguém, mantém a farsa. E o magoa. Lá pelas tantas, James quer ser o cavaleiro da armadura brilhante, um sonho das antigas sem saber que, talvez, bastava ser apenas ele mesmo para conseguir passar pelas barreiras de Aiesha. 

- Eles são igualmente confusos, igualmente carentes, cada qual com sua cota de sofrimentos. Poderiam ser perfeitos um para o outro, caso decidam arriscar ir além das aparências e superar as assombrações do passado. Mas se você não comprar a jornada tumultuada e espinhosa, além de intensa, de ambos, vai achar Aiesha uma chata arrogante e irritante e James um mala sem alça. Fica a gosto do freguês. Eu gostei do que a autora fez, ao criar personagens com padrões invertidos (como explicou neste texto no I Heart Presents). Serviu para sair do mais do mesmo.

Ah, só para constar, os irmãos Valquez, citados brevemente na reta final, também possuem seus próprios livros: Alejandro e Luis. As duas histórias fazem parte do Jessica 246 Playboys Sedutores, lançado em março.


Bacci!!!

Beta

sábado, maio 21, 2016

Ciao!!!




Pobre garota que tenta ser independente, mas a vida insiste em colocá-la sob as rédeas dos homens da família Lancaster...

Rebeldia – Janet Dailey – Fascinação 67
(The Lancaster Men – 1981 – Silhouette Books)
Personagens: Shari Sutherland e Whit Lancaster

Shari comprou uma briga com a família pelo direito de ir à Universidade Duke, onde queria estudar, longe de casa. Para resolver a situação, fugiu e se matriculou. Três anos depois, durante as férias na área onde a família mora, descobre que o irmão também queria fugir de casa e, em seguida, a mãe ficou doente e ela teve que voltar para Folha Dourada, a propriedade da família. No entanto, a súbita revelação de que o homem que ela sempre viu como irmão, Whit, era apaixonado por ela derrubou tudo em que ela acreditava. E o fato de ele ordenar o noivado não ajudou muito...

Comentários:

- Fiquei na dúvida se Shari era uma garota mimada irritante ou se era uma criatura independente sufocada por homens controladores. De qualquer forma, se foi o segundo caso, vocês têm liberdade para avaliar o final dela...

- Enfim, a mãe de Shari, após ficar viúva, casou-se com o herdeiro Lancaster, que também tinha um filho, Whit. Desta união, nasceu o caçula, Rod. Assim, os três cresceram juntos na fazenda de tabaco da família, na Carolina do Norte. Até Shari decidir que queria estudar Química na faculdade. O avô Lancaster achava um desperdício e não concordava de ela ir pra longe. A mãe não contradizia o que o avô determinava. Pra fugir deste cenário, ela fez as malas, deixou um bilhete e partiu. Os homens Lancaster – o avô e Whit – tentaram buscá-la e ela não foi.

- Três anos depois, Shari e duas amigas estavam passando férias na Carolina do Norte, perto das terras da família. Descobriu que o irmão também tinha fugido de casa – mas, ao contrário dela, sem propósito de vida – porque não suportava a pressão familiar. Ah, Whit encontrou todo mundo e tentou apaziguar, além de ser cantado por uma das amigas de Shari. Pra piorar, a mãe teve um derrame e eles tiveram que voltar. E a pressão foi tanta que Shari trancou a faculdade (bem, trancaram por ela...). E depois de muito não entender, Whit praticamente esbravejou que a amava como homem, não como irmão e que eles ficariam noivos.

- Aí volto ao primeiro comentário que fiz. Se você encarar Shari como uma menina mimada, vai se estressar o livro inteiro com o comportamento da garota que não entendia como a família só queria o bem dela e recusava a proteção que apenas os homens podem propiciar às mulheres. Se você encarar Shari como uma garota independente sufocada por uma ordem machista familiar, vai entender que ela precisava se rebelar contra essa dominação masculina... até considerar que só você a compreende, porque todos os outros a tratam como uma garota mimada que foge toda vez que é contrariada. E tem certeza de que todos são capazes de imaginar o final...


Bacci!!!

Beta