quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Ciao!


Neste ano, eu divulguei no Literatura de Mulherzinha o início do novo projeto da autora A.C. Meyer, Par Perfeito, uma série que será lançada apenas em e-book dividida em quatro episódios.

Então, não me xinguem, mas... eu já li o episódio 1!


E confiram as minhas impressões sobre a história...

Par perfeito: episódio 1 – A.C. Meyer
(2018)
Personagens: Jonas Lopes em busca de redenção, de juízo, de vergonha na cara do par perfeito

Não era à toa que Jonas Lopes, o astro das novelas, era chamado de “príncipe”. Lindo e charmoso como o apelido antecipa, ele atraía a atenção das mulheres independente da idade. O problema é que ele andou exagerando na dose, foi flagrado com a esposa de um diretor e viu a reputação virar lama e os projetos e patrocínios começarem a desaparecer. É quando o empresário e melhor amigo, Bruno, intervém ao ver o próprio emprego ameaçado e sugere uma alternativa: um reality show onde o mulherengo procuraria – e encontraria – o par perfeito.

Comentários:

"Meu anjo da guarda quando vê as decisões que eu tomo na vida"

- Você vai ler o Episódio 1 e vai se lembrar de um monte de famosos/celebridades que meteram os pés pelas mãos publicamente e tiveram que encontrar alguma forma de salvar a reputação, os patrocínios e a carreira. Ou seja, é algo que já vimos por aí. Alguns conseguiram se recuperar, outros só se afundaram cada vez mais e alguns você nem se lembra mais direito porque não tiveram salvação.

- A primeira parte apresenta os personagens e começa a posicioná-los na jornada. O protagonista, Jonas, ator-galã em pleno sucesso que não consegue resistir a nenhuma mulher – todo trabalhado no Maluma, “regalando pedacitos a cada nena” e deixando um rastro enorme de corações partidos – alheios – no caminho. Aos 24 anos ele já passou da idade e do peso de bancar o Casanova carioca como se não houvesse amanhã, né? Afinal de contas, o Renato Russo está cantando todo dia na abertura da novela: “tudo o que você faz um dia volta para você”: ele conseguiu prejudicar a própria carreira diante da insinuação nas colunas de fofoca bastidores da TV com fortes evidências de que ele teve um caso com a mulher de um diretor. Ele não entende o tamanho da encrenca até ser confrontado pelo melhor amigo e empresário, Bruno.




- Qual é digo eu. Vivo em sua função há anos.  Abri mão do meu futuro para cuidar do seu. Da sua carreira. – Seus olhos azuis estavam escuros como o mar em uma noite de tempestade.  – Por sua causa, em respeito à nossa amizade, aceitei te ajudar e acabei me tornando seu empresário.  Mas se você não mudar, quem vai pagar a conta, sou eu”.




- Coitado do Bruno - sério, estou com muita pena dele. O moço está a um passo de uma gastrite ou um colapso nervoso com as peripécias amorosas de seu único cliente. E olha o tamanho do presente de grego que ganhou por osmose: o dono da agência deu um ultimato, se não encontrasse uma forma de tirar Jonas do brejo onde ele se enfiou alegremente, os dois iriam para a rua. 


- Com o apoio da assistente Melissa, foi buscar um psiquiatra antes que fosse tarde uma saída antes que a carreira de Jonas – e a dele, em “solidariedade forçada” – já estivessem no cantinho do “Descanse em paz” no mercado. E alguém lá no alto deve gostar muito dele porque em um momento-chave surgiu uma ideia de gênio para pegar o limão azedo e transformar em limonada docinha e rentável para emissora, patrocinadores e demais interessados: reunir cinco candidatas de perfis diferentes em um reality show para encontrar o par perfeito do mulherengo e redimi-lo perante a opinião pública. Além da chance de um romance (verdadeiro ou não, o futuro dirá) com um ator lindo e gostoso, oferece à vencedora um atrativo prêmio financeiro (opa, em tempo de crise, qualquer milhão obtido de forma honesta - sem a chance da Polícia Federal te acordar cedo um dia qualquer - é uma ajuda e tanto, né?).

- Original? Nada disso! Na natureza TV, nada se cria, tudo se copia (adaptação de Lavoisier by Chacrinha. Se por acaso vocês não são da turma #vintage que viveu os anos 80 e não sabe quem foi o Velho Guerreiro, vai no Google!) Vários programas na MTV e na TV a cabo já exploraram a busca pelo “amor verdadeiro” (e os barracos decorrentes disso) Ele consegue convencer Jonas a trocar de sintonia: menos “músicas do” Maluma (inclusive ele está namorando, caso não saibam), mais romance à la Ed Sheeran e embarcar na divulgação do projeto que pode salvar os dois.

- A partir daí acompanhamos a montagem do elenco do programa – e entra uma nova personagem na história: Nathália. Nem vou falar muito sobre ela, exceto que, ao lado de Melissa, são as minhas favoritas. Eu as compreendo perfeitamente. Gostei de ver a perícia profissional de Melissa e espero reencontrá-la nos próximos episódios. E fiquei indignada com a “armadilha” para onde Nathália foi empurrada por uma alma abelhuda sob a desculpa de “ah quero o melhor para você”. Aham, sei. De boas intenções assim, ninguém precisa, uai! (é meu lado não se meta na minha vida escorpiano sendo solidário)

- Enfim, já tagarelei (ou a versão escrita disso) demais e tentei evitar os spoilers sobre a trama. Gostei do que li, estou ansiosa para ver a próxima parte (é, eu meio que xinguei quando vi que não tinha a “próxima página” #soudessas). Só antecipo algumas suspeitas: nem todo mundo é o que projeta... Muitas vezes, a gente recorre a uma ilusão para lidar com a vida real (ultimamente a realidade está excessivamente fictícia para gente conseguir racionalizar, né), então imagina o tamanho da encrenca quando a fachada que alguns personagens ostentam socialmente começarem a entrar em conflito com o que elas realmente desejam (e em alguns casos, nem se deram conta ainda). Enfim... não posso especular mais nada antes de ler a segunda parte... chuif!

Ah, antes de encerrar, deem uma espiadinha nesse trechinho que a autora postou nas redes sociais...

"Ahora puedo regalar/ Un pedacito a cada nena/ Sólo un pedacito..." Ops, 
"Well, I found a girl, beautiful and sweet. Oh, I never knew you were the someone waiting for me"

(Andreia, continuo esperando pela marca da pasta de dente, tá? Não me esqueci disso! – leitora que cisma com detalhes absolutamente nada a ver com lógica alguma. Meu lado escorpiano diz que é culpa do ascendente geminiano, só pra constar)

- E claro que eu quero ver como é que o Par Perfeito vai se desenrolar - será que teremos barracos? Será que algumas pistas plantadas aqui, ali e acolá vão virar o que estou suspeitando? Como nos seriados... To be continued!


Bacci!!!

Beta

domingo, fevereiro 18, 2018

Ciao!

*Pausa pra gente suspirar com essa capa linda!!!*



“Ah, vou ler umas páginas pra ter uma ideia do que é...”
Três horas depois...
“COMO ASSIM ACABOU?!”

Sim, Julia Quinn fez isso comigo de novo!
E como bônus ainda me fez lembrar de um filme que eu adoro!

Mais lindo que a lua – Julia Quinn – Editora Arqueiro (Irmãs Lyndon 1)
(Everything and the moon - 2003)
Personagens: Victoria Lyndon e Robert Kemble, conde de Macclesfield

Tinha sido um caso inacreditável e intenso de amor à primeira vista. E inapropriado também, afinal de contas, quem acreditaria que o conde, filho do marquês, teria alguma intenção séria e honrada com a filha do vigário? E tudo deu muito errado. Sete anos depois, quando eles se reencontram, havia muita mágoa não resolvida entre eles. O que não facilitou as coisas quando Robert decidiu reconquistar a única garota que amou de verdade.

Comentários

- Não sei se vocês já viram o filme Peixe Grande (Big Fish), de Tim Burton. Se não viram, fica a dica. Ele nos leva por vários sentimentos em meio a um aspecto lúdico e de fantasia que não deixa de ter os pés na realidade. E, na minha humilde opinião, lá tem a cena que melhor faz a gente entender a emoção do amor à primeira vista:

“They say when you meet the love of your life, time stops, and that's true. What they don't tell you is that when it starts again, it moves extra fast to catch up” (Big Fish, 2003) 
- Robert sentiu isso quando viu Victoria. E foi conquistá-la. Confesso que, por mais que a gente tenha a intuição de que viria muita confusão pela frente (pensei na Elsa, do Frozen, lembrando que isso não era uma ideia prudente), achei tão bonitinho os dois. Você percebe que há química e sentimentos ali e já se sente comprando a briga dos dois, ao perceber o impasse que irá separá-los (não tô dando spoiler, isso consta no resumo).

- Sete anos depois quando se reencontram, há muita mágoa, porque ambos se sentiram traídos pelo outro, já que não tiveram acesso ao outro lado da história. E por uma boa parte da trama pensei que fosse encontrar o primeiro personagem masculino da Julia Quinn que eu fosse odiar. Nesta parte do livro, não tem como você concordar com as atitudes dele, ainda mais percebendo a posição precária em que Victoria se encontrava como preceptora de uma família nobre e nojenta. Mas antes que você perca a paciência com Robert, ele vai descobrir que estava muito errado e precisa se redimir. 
There's a time when a man needs to fight, and a time when he needs to accept that his destiny is lost... the ship has sailed and only a fool would continue. Truth is... I've always been a fool.” (Big Fish, 2003)
- Como quem semeia vento, colhe tempestade (diz o ditado popular), ele vai pagar por isso o restante do livro inteiro, porque Victoria não consegue confiar nele. E aí, como dizem minhas tias, “o rapaz cortou um dobrado” porque tudo que ele tenta ela enxerga problema. Ainda mais porque está em um estágio mais seguro e mais feliz consigo mesma, após encontrar uma vocação que não a limitava. Agora, sob o cerco de Robert, Victoria se sentia intimidada, limitada e podada – o que ele não consegue entender porque quer amá-la, cuidar dela, mas não se coloca no lugar dela. Sobrou amor, mas faltou um pouco de empatia ao moço desesperadamente apaixonado.

- No mais, podemos ver como um amor à primeira vista, bruscamente interrompido, pode passar por vários perrengues na tentativa de ser retomado. A gente vê as inseguranças, atitudes precipitadas dos dois. E como o sentimento que os une também contribui pra que eles demorem a se acertar. Enquanto isso, a gente vai junto com eles, se emocionando e torcendo para que Victoria e Robert possam viver o amor que descobriram à primeira vista. Mais um acerto da Julia Quinn, êta mente, mãos e coração abençoados! Agora é esperar pela história de Ellie, a irmã da Victoria.

Irmãs Lyndon
Mais lindo que a lua Everything and the moon  Victoria Lyndon e Robert Kemble, conde de Macclesfield
Brighter than the sun – Ellie Lyndon e Charles Wycombe, duque de Billington


Bacci!!!

Beta

sábado, fevereiro 17, 2018


Ciao!




O problema de ir atrás da verdade é ter que lidar com algumas consequências. Aleksandra queria descobrir o pai biológico e encontrou com muito mais que isso...
E haja paciência com Aristos... (ando muito chata com os heróis atualmente).

Uma princesa em apuros – Jennifer Hayward – Paixão 491 (Romances & Reinados 2/3)
(Claiming the royal innocent - 2016 - Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Aleksandra Demitriou e Aristos Nicolades

Aleksandra invadiu um baile real por um motivo justo: tirar a dúvida se era mesmo filha biológica do rei de Akathinia. Pretendia ser o mais discreta possível. Mas atraiu a atenção de Aristos Nicolades, ricaço com interesses comerciais no país. Ele tomou para si a missão de apurar quem era ela e não escondeu a surpresa ao perceber que ela poderia não estar mentindo ao dizer que era uma integrante da família real. Aleksandra só queria respostas e não estava preparada para algumas consequências, incluindo aquele homem sedutor, que seria uma encrenca muito grande para ela, princesa ou não.

Comentários:

Fora até ali em busca de respostas, e as conseguia. Talvez não as que quisesse; porém, ainda assim, eram respostas

- Aleksandra só queria ter acesso a uma parte da própria história: quem era seu pai. Ela cresceu sob a história criada pela mãe de que era filha de um homem de negócios que morreu antes do nascimento dela. E agora sabia que podia ser filha do rei. Por isso, ela invadiu o baile real, para tentar se aproximar do príncipe e pedir uma chance de se aproximar do pai. Ela sabia que era caçar muita confusão, mas era algo a que ela tinha direito.

- Aristos percebeu que a “impostora” e foi averiguar, enquanto especialista em segurança, quem ela era e o que pretendia. Usou de charme para encurralá-la e força-la a se revelar. E surpresa: ele tem elementos para acreditar que Alex era mesmo filha do rei.

- Alex acreditava que, uma vez encontradas as respostas que buscava, poderia seguir em frente. Mas a notícia de uma princesa que se tornaria a terceira na linha sucessória era uma bomba em um momento político tenso por causa das relações complicadas com o país vizinho, Carnelia. Então, a ideia que ela tinha de ir, conhecer e voltar para a vida tranquila na aldeia onde cresceu com a mãe não foi possível. Para complicar, ela termina precisando justamente ser protegida e o meio-irmão a confia a Aristos.

- Formiga, quer açúcar? Havia uma química intensa entre os dois. Ao mesmo tempo, uma diferença social que Alex (que não cresceu princesa) não conseguia entender e Aristos não conseguia deixar de enxergar. E aí temos um probleminha de foco: enquanto Alex está se descobrindo e admite suas inseguranças durante o processo e decide arriscar, Aristos se deixa dominar por um complexo de inferioridade que o torna um pouco chatinho ao longo do livro - porque vira um chove-não-molha que só serve para magoar Alex. Porque ele demora a admitir que pode ter sentimentos considerados “fraqueza” – tenha dó, quem consegue ser forte e invulnerável o tempo todo?

- Desafios do casal à parte, temos informações sobre o relacionamento de Nik e Sofia e pistas sobre o que vem pela frente para a princesa Stella. O pano de fundo político aqui dá o pontapé no livro que encerra a trilogia. Resta saber se Stella irá gostar do caminho que está se desenhando para ela.

Romances & Reinados
1 – Um Príncipe Arrogante Carrying the King’s Pride – Sofia Ramirez e Nikandros Constantinides
2 – Uma princesa em apuros Claiming the Royan Innocent – Aleksandra Dimitriou e Aristos Nicolades
3 – A princesa rebelde - Marrying Her Royal Enemy – Stella Constantinides e rei Kostas Laskos

                                
Bacci!!!

Beta

quarta-feira, fevereiro 14, 2018


Ciao!



Spoiler: minha cara lendo o livro!

Para comemorar o Dia de São Valentim, um livro i-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l.
Ele quebrou totalmente o padrão que eu esperava. Virou um favorito. Juro.

Jamais te perdoarei! – Laurie Paige – Bianca 312
(Nothing lost – 1985 – Silhouette)
Personagens: Caroline Whitaker e Alexander Hofstedder

O dia mais importante da vida de Caroline virou um pesadelo: o noivo a abandonou no altar. E ela teve que lidar com a fofoca e a pena da sociedade de Louisville. No entanto, isso é o começo da história porque Alex reapareceu uma semana depois pedindo desculpas e querendo reatar o noivado! Como Caroline não o aceita, ele inicia uma campanha determinado a conseguir o perdão e se casar com ela. Só que as coisas não serão nada fáceis nem previsíveis nesta história.

Comentários:

- A capa e o resumo anunciam que Caroline seria abandonada no altar por Alex. Só que eu, Mulherzinha experiente nos livros de banca desta vida, imaginava que seria um spoiler da reviravolta do livro, aparecendo lá pelo meio da trama e rendendo (na melhor das hipóteses) algumas páginas de sofrimento até o óbvio final feliz. 

Só que não.
  
- Laurie Paige faz um livro inteiro sobre aquilo que eu costumo reclamar que é tratado (quando é) a jato em outras tramas onde alguém (geralmente o herói) pisa ENORMEMENTE na bola e precisa se redimir. O abandono no altar é o primeiro capítulo. Caroline é obrigada a concordar com os pais e o irmão que temiam que Alex só queria usá-la para se vingar da família. E no segundo, narrado uma semana depois, Alex está de volta e vai atrás dela. O “Madaleno arrependido” pede perdão (“Imploro seu perdão se for necessário” SE?! - ops, vou me conter) e diz que faz qualquer coisa para reatarem o noivado com data marcada para um casamento.


  

- A partir disso, NADA acontece como o “manual” já visto em outros romances. Juro. Caroline é uma garota independente, que não foi cerceada pelos pais (ela mesma diz que eles não deram conta de impedi-la de fazer o que queria desde pequena), que toma decisões, assume as consequências. Ela admite ainda amá-lo, mas está disposta a superar isso por causa da mágoa que ele causou com uma humilhação pública sendo que ela era inocente dos motivos pelos quais Alex detestava a família dela.

- Acompanhamos Caroline lidando com as consequências do abandono no altar e de bater o pé em não querer retomar o noivado com Alex. Primeiro por orgulho ferido e depois por achar que é apenas um meio de ele aliviar a culpa de ter magoado ela publicamente. E Alex se desdobra em estratégias para convencê-la a perdoá-lo, aceitá-lo de volta e estar na igreja na nova data prevista para o casório. No meio do caminho, surge Kirby, um rival que não fica no campo platônico e realmente se torna uma ameaça aos planos de Alex, mesmo Caroline ciente de que ainda não o ama de verdade e que o usava como um escudo contra o ex-noivo. E também surge uma jovem que pode ser uma ameaça ainda maior aos planos de Alex.

- Orgulho ferido e raiva nunca são os melhores conselheiros e são eles que fazem a história andar. A gente percebe a confusão dos dois personagens, as decisões da heroína que só quer ser deixada em paz e seguir a vida porque duvida dos motivos da persistência do herói e do ex-noivo disposto a qualquer atitude pra que ela se case com ele. O perdão aqui não é automático e você, por mais que tenha experiências anteriores de que haverá final feliz, permanece na incerteza se ele realmente acontecerá.

- Uma heroína nada parva; independente e que toma decisões impulsivas e inesperadas por querer colocar os sentimentos nos trilhos após o caos que se viu envolvida. Uma série de situações que deixam o leitor com cara de “MAS GENTE...” e, em pelo menos duas, o desfecho me deixou com cara de “HEIN?!”. E o mais incrível é que são situações possíveis de acontecer na vida real. Só por isso, por me causar tanta surpresa, vou recomendar este livro porque preciso que outras pessoas leiam e me contem o que acharam dele. Foi a experiência mais surpreendente deste ano até agora e deve voltar naquelas listas de dezembro.



Bacci!!!

Beta

terça-feira, fevereiro 13, 2018


Ciao!



Você já viu este filme antes? Provavelmente.
A boa notícia é que a heroína vale a pena. O príncipe, nem pra sapo serve... 

Herdeiro inesperado – Sharon Kendrick – Paixão 493
(Crowned for the prince’s heir – 2016 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Lisa Bailey e príncipe Luciano de Mardovia

O príncipe Luciano está prestes a ficar noivo e durante uma visita a Londres resolve procurar a única amante que o dispensou. Lisa quer se firmar como estilista, mas teme ter dado um passo maior que as pernas. Reencontrar Luc não era a melhor opção para Lisa, que tinha outros problemas a responder. Mas ele acenou com uma chance imperdível de fazer contatos e divulgar a marca. Só que os dois conseguiram lembranças mais duradouras e que complicavam muito a vida deles. Lisa não gostou de descobrir o que Luciano estava disposto a tudo para fazê-la agir conforme o interesse dele. E teria que demonstrar a ele que não seria possível um relacionamento de mão única, onde a única exigida fosse ela.

Comentários:

- Passei parte do livro querendo esfregar a cara do príncipe no asfalto do Rio 40ºC. Sério. Ele comete várias atitudes equivocadas no início, tem um surto e age como ogro dominador quando se depara com a consequência que ele desencadeou e depois se torna um péssimo marido que cobra coisas da esposa que não foi preparada para o cargo. Ele é um horror. Sério.

- Lisa estava encrencada com o ateliê, precisando de mais clientes para decolar e se estabelecer de vez. Reencontrar o homem com quem teve um relacionamento não era a melhor ideia. Ainda mais quando ele veio com a conversa mole de que só queria saber como ela estava e se ofereceu para leva-la a uma festa onde poderia fazer vários contatos. O problema foi que eles tiveram um contato íntimo no pós-festa que terminou com ela se sentindo humilhada, desvalorizada... e grávida.

- Eu tenho que admirar a dignidade com que Lisa enfrentou todas as tramoias e idas e vindas de humor do imbecil do príncipe que atravessou o caminho dela. “Nobre” uma ova. Ela é muito melhor que ele. Tinha visto dentro de casa o exemplo de relacionamento destrutivo. Tentava ajudar a irmã que estava em um relacionamento não muito legal. Enquanto isso, era empreendedora que queria se estabelecer às custas do próprio trabalho e talento. Ela é quem arrasta a gente na sequência da leitura, ao deixar bem claro para o príncipe que o mundo não giraria de graça conforme os desejos dele.

- E ainda tinha que lidar com um homem que toma a decisão de revê-la porque não engoliu que foi ela quem terminou, solta a bomba de que estava prestes a ficar noivo e depois vem exigindo mundos e fundos quando soube que ela estava grávida. E ao se deparar com a óbvia resistência dela, encontrou meios para fazê-la atender ao que ele queria e a deixou vulnerável em um ambiente totalmente estranho. E vulnerável a cometer erros, já que não era princesa e muito menos a princesa que muitos moradores de Mardovia queriam.

- Claro que ele vai se redimir (teria sido tarde demais para mim, mas, sabe como é, não sou eu a protagonista da história) e vai sofrer ao entender a consequência de seus atos com a esposa por “imposição”. No fundo, só espero que ele tenha mudado realmente e feito Lisa feliz – porque não consegui imaginar que ele fosse capaz disso durante boa parte do livro.


Bacci!!!

Beta