quarta-feira, julho 01, 2015

Ciao!!!








Virada de mês e chega a hora de conferir o que Arqueiro, Sextante e Saída de Emergência vão colocar nas livrarias para te animar no inverno.
Escolhi os que mais me atraíram da lista! Confiram!!!

10% mais feliz - Dan Harris
Dan Harris era um jornalista promissor, que construía com garra sua carreira de apresentador na rede de televisão americana ABC News. Mas a obsessão pelo trabalho, a autocrítica exagerada e a extrema competitividade o levaram a um ponto sem volta: o dia em que teve um ataque de pânico ao vivo, diante de milhões de
telespectadores.
A partir dali, ficou evidente que algo precisava mudar – e Dan acabou embarcando numa inesperada odisseia pelo mundo da espiritualidade.
Dan encontrou na meditação um modo eficaz de acalmar seus pensamentos, equilibrar suas emoções e se tornar uma pessoa melhor – mas sem perder a energia para lutar por aquilo que deseja.
Fugindo de clichês e sentimentalismos, ele divide com o leitor suas dúvidas, desconfianças e descobertas, narrando de forma hilária os inusitados passos dessa jornada: de entrevistas com Eckhart Tolle, Dalai Lama e Deepak Chopra até um retiro de dez dias que fez ruir sua resistência.
Com um olhar extremamente lúcido e inteligente sobre a espiritualidade e a religião, este livro oferece novas perspectivas sobre os benefícios da meditação e explica como ela pode ajudar qualquer pessoa a desacelerar e ser mais feliz – mesmo que seja tão cético quanto o próprio autor.

Super-Humanos - Steven Kotler
Ao longo das últimas três décadas, homens e mulheres têm levado o desempenho físico a um nível de excelência jamais visto. Em Super-Humanos, o jornalista e pesquisador Steven Kotler decifra os segredos do cérebro e apresenta um estudo inédito e revelador sobre o estado mental que permite que pessoas comuns consigam
redefinir os limites do possível.
Ao contrário do que se pensa, não há uma diferença essencial entre um superatleta e uma pessoa comum. Os dois nasceram iguais. No entanto, o primeiro se habituou a cultivar um estado de consciência capaz de ajudá-lo a acessar seu máximo potencial e fazê-lo aprender mais e em menos tempo: o estado de fluxo.
Baseando-se em mais de uma década de pesquisas e reportagens em primeira mão com dezenas de atletas de esportes de ação e aventura, como a lenda das ondas gigantes Laird Hamilton, o snowboarder Jeremy Jones e o pioneiro do skate Danny Way, Steven Kotler está na vanguarda da ciência do esporte.
Ao construir uma ponte entre o extremo e o convencional, ele explica como esses atletas utilizam o estado de fluxo para realizar o inimaginável e como podemos aproveitar essas informações para acelerar radicalmente nosso próprio desempenho em qualquer área de atuação.
 




Pulsação - Gail McHugh
(sequência de Tensão)

Emily Cooper sempre pensou que iria se casar e viver ao lado de Dillon Parker. Porém, após conhecer Gavin Blake, toda essa certeza foi por água abaixo. Arrebatada pelo sexy empresário, ela se entregou a uma paixão avassaladora, mas que logo foi abalada por uma dolorosa revelação.
Mesmo com o fim do tórrido relacionamento, Emily percebe que está disposta a arriscar tudo para ficar com o homem que domina seus pensamentos e sonhos desde o dia em que se conheceram.
Com o coração partido, Gavin se isola da sociedade e se fecha em um mundo autodestrutivo. Emily não está acostumada a ser forte, mas terá que encontrar dentro de si a coragem e a confiança necessárias para lutar por seu amor e trazer Gavin de volta.
Neste desfecho da série, os leitores ficarão ainda mais apaixonados por Emily e Gavin, envolvidos em uma jornada de prender o fôlego e acelerar a pulsação.

E... prepare seu coração, para os lançamentos que vou mostrar...


Segredos de uma noite de verão - Lisa Kleypas 
(As Quatro Estações do Amor 1)

Apesar de sua beleza, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar.
Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle.
No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz.

Feitiço da Sombra - Nora Roberts
 (Primos O'Dwyer 2)

Connor O’Dwyer se orgulha de chamar o Condado de Mayo de seu lar. É lá que Branna, sua irmã, mora e trabalha e onde Iona, sua prima, encontrou o verdadeiro amor. Foi nessa terra que seus parentes e amigos formaram um círculo de proteção que nunca poderá ser rompido...
Até que um beijo põe em risco a segurança de todos.
Depois de um breve encontro com a morte, Connor e a melhor amiga de sua irmã se entregam um ao outro. Eles se dão bem desde a infância e, depois do tórrido encontro, o rapaz tem esperança de que esse relacionamento evolua.
Para frustração dele, no entanto, Meara se contenta apenas com o prazer do momento, temendo se perder – e perder a amizade dele. Essa mudança em sua relação pode abalar o círculo e permitir que uma perigosa ameaça ressurja aos poucos, como uma névoa. Para detê-la, Connor precisará novamente da família e dos amigos para despertar a força e a fúria que correm em seu sangue. Quem sabe pela última vez.

Para ter outras informações sobre estes e os demais lançamentos, a dica é consultar o site da Arqueiro, ou seguir no Facebook; Instagram e Twitter. E ainda o site da Saída de Emergência
FacebookInstagram Twitter.

Bacci!!!

Beta

domingo, junho 28, 2015

Ciao!!!




No post sobre Mais do que um casamento de conveniência, eu comentei que nem todas as pessoas acham Veneza a cidade mais romântica do mundo. Eu, por exemplo, prefiro Florença. No entanto, uma relevante parcela considera que o título permanece ali na região do Vêneto, no norte da Itália, mas em uma cidade marcada por uma história local eternizada por William Shakespeare.
Lucy Gordon usa Verona como cenário desta trama que reflete bem o drama do desencontro do casal protagonista.

Outra vez o amor – Lucy Gordon – Harlequin Special 2 Histórias 101 (Amor na Itália)
(Reunited with her Italian ex – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Natasha Bates e Mario Ferrone

No cenário do desencontro que causou a tragédia dos jovens amantes Romeu e Julieta, ocorreu o improvável, Mário e Natasha se reencontrarem. Dois anos antes, eles se conheceram, se apaixonaram em Veneza, mas a certeza de que era apenas mais uma conquista de um playboy fez Natasha ir embora sem olhar para trás. Agora, ela precisava recomeçar a carreira e a chance de fazer artigos que relacionassem os hotéis da Verona aos marcos da história dos mais famosos moradores atribuídos ao local. Justamente ao lado do único homem pelo qual ela se permitiu apaixonar e que partiu seu coração.

Comentários:

- Minha longa experiência como leitora foi o que me impediu de levantar bandeira pró-Natasha ao final do prólogo que narra o fim do relacionamento dela com Mário em Veneza. A pressa com que ela tira conclusões a partir do que é obrigada a presenciar e o jeito como foi embora sem dar chance a Mario de falar o lado dele já ligou o pisca-alerta de que a situação mal resolvida não era apenas o que aparentava.

- Dois anos depois a durona, independente, criativa, talentosa jornalista Natasha está às voltas com um homem que não sabe ouvir nem respeitar o “não” de uma garota. Após recusar claramente os avanços do empresário rico e poderoso, ela se viu banida de diversos jornais e revistas na Inglaterra. No entanto, surgiu uma oportunidade de substituir uma amiga em um trabalho free-lancer para a comunidade hoteleira de Verona: uma série de artigos que liguem os estabelecimentos ao mito de Romeu e Julieta. Ela fez as malas foi para a Itália e, surpresa: o presidente da comunidade hoteleira e, portanto, chefe dela era o Mário!

(Nem precisam fazer a piadinha infame, porque ela sabe muito bem qual Mário e ele sabe muito bem qual Natasha)

- Natasha está certa de que foi traída por Mário e ele está certo de que ela o traiu ao não confiar nele. A encrenca é que, desde pequena, ela foi ensinada que os homens não são dignos de confiança porque abandonam as mulheres que os amam sem remorso e sem satisfação. E sabendo que Mário era um charmoso jornalista que atraía todas as mulheres, podendo ter várias ao mesmo tempo, ela sabia que ele não poderia ser diferente. Quando eles se reencontram, Mário não parece o mesmo. Largou o jornalismo, se tornou hoteleiro como o irmão, só que em outra cidade, estava mais sério, mais contido, aparentemente menos leve, mas ainda assim capaz de causar impacto em qualquer recinto com representantes do sexo feminino. E ele apenas destacou que ela foi covarde ao não deixá-lo se explicar porque tinha medo de que estivesse errada. De que tudo que sempre acreditou não se sustentasse.

- Com esta dúvida pairando entre eles, ambos trabalham juntos e desenvolvem um projeto que é abraçado pelos hoteleiros. Enquanto desbravam a cidade atrás de Romeu e Julieta, acabam dissecando o passado comum e esbarrando nos problemas do stalker-tarado de Natasha. Não é um livro perfeito, há algumas pontas soltas, soluções rápidas e aparentemente simples demais para situações complexas (ok, entendo que nem sempre é necessária uma super-produção, mas sabe quando você acha que “tanta confusão para acabar assim???”), mas consegue ser uma história boa de ler. Por Mário.

- Não são apenas o sentimento e a confiança de Natasha que estão em risco neste reencontro. O ponto crucial é o limite da capacidade de Mário suportar ser considerado menos que digno para os padrões dela. Porque, sendo muito sincera, se fosse o contrário, xingaria a onipotência do protagonista que se julga sabe-tudo. Natasha tem certezas demais construídas em cima de fatos que ela conhece parcialmente. Chance de isso funcionar? Ainda bem que todos sabem que amar em Verona não é fácil. Em vários momentos, me vi desejando alguém mais legal para o passional e protetor Mário.

Apesar de não estar creditado nem no Goodreads nem no site da autora, este livro faz parte de um dueto. E a Harlequin Brasil teve a sacada (ALELUIA!) de publicar as histórias dos irmãos Ferrone em edição única. Afinal de contas, reencontramos Damiano, Sally, Pietro, Toby e Charlie aqui e sabemos como eles ficaram alguns anos depois. Os desdobramentos da dinâmica da família Ferrone baseada em Veneza e como Mário se encaixa neste contexto.

Dueto irmãos Ferrone:
* Publicados na Harlequin Special 2 Histórias 101 - Amor na Itália
1 - Mais do que um casamento de conveniênciaNot just a convenient marriage – Sally Franklin e Damiano Ferrone
2 - Outra vez o amor – Reunited with her Italian ex – Natasha Bates e Mario Ferrone


Bacci!!!

Beta

sábado, junho 27, 2015

Ciao!!!


QUE CAPA LINDA!!!!

Ah, Itália!
Nem preciso dizer o quanto eu adoro esse país, né? E quando vi o nome do livro e esta capa, sabia que ele iria imediatamente para a minha lista de leitura.

Mais do que um casamento de conveniência – Lucy Gordon – Harlequin Special 2 Histórias 101 (Amor na Itália)
(Not just a convenient marriage – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Sally Franklin e Damiano Ferrone

Um acidente causado por um cachorro mal comportado fez Damiano e o filho, Pietro, conhecerem os irmãos ingleses Sally e Charlie, que estavam “turistando” por Veneza. Sentindo-se na responsabilidade em compensar o contratempo, Damiano quis acompanhá-los e descobriu que os irmãos não estavam à toa em Veneza e que ele tinha poder para ajudá-los. A contrapartida? O fascínio do filho por Sally, o menino viu nela a chance de finalmente ter uma mãe. E por Pietro, Damiano era capaz de fazer qualquer coisa.

Comentários:

- Não é uma história perfeita. Você consegue adivinhar algumas coisas que ocorrerão (inclusive o que era para ser surpresa). Mas é fofa e bem escrita. Afinal de contas, para a maioria das pessoas (neste caso, não estou incluída por motivos de Florença), Veneza é uma das – se não for A - cidade mais romântica do mundo, que inspira, respira e transpira amor. Então, lá é um cenário para tudo que leve ao happy end.

- Sally foi forçada a deixar a Inglaterra por causa do irmão caçula, Charlie, que ela criou após a morte dos pais. A criatura irresponsável se meteu em encrenca, estava em risco e a colocando em risco por tabela. Ela achou que teria sossego. Aí encontrou Damiano, Pietro e o cachorro Toby. Ela encantou o menino ao tratar bem o cachorro. E chamou a atenção do pai. Como o mundo é um ovo, os problemas encontram Sally e Charlie em Veneza e Damiano, o empresário de hotelaria todo-poderoso, compra a briga e resolve protegê-los.

- Durante a convivência fica óbvio que: a) Pietro quer Sally como mãe e confia instintivamente nela b) Damiano percebe isso e está disposto a atender o desejo do filho c) Sally está se acomodando à rotina da família e tenta não se apaixonar por tudo. À medida que descobre o que envolve o passado da família desfeita, ela percebe a linha de raciocínio do seu charmoso, lindo, poderoso e encantador anfitrião e se verá diante da decisão de um casamento, mas apenas por conveniência.

- Apesar de uma ou outra ponta solta, que a gente perdoa, o livro tem uma energia boa. A gente quer que eles se acertem. É mais que um casal: é um viúvo cuidando do filho. Um pai que ama o menino mais que tudo. E seria capaz de abrir de mão de si mesmo para fazer Pietro feliz. Não tem o viés manipulador. Ele deixa claro que sim há um interesse, mas a gente percebe que o que se passa na cabeça dele pode surpreendê-lo. Sally não é fresca. Aliás, ela é lógica, centrada e forte. A pessoa que sabe dizer o tempo todo a palavra certa, o conselho perfeito, o ombro amigo, baseado na experiência própria e na intuição e sensibilidade. O que ela vai precisar descobrir é se a decisão que solucionaria todos os problemas e a daria uma família – algo que ela também tinha perdido – seria suficiente para ela.

- Mas estamos em Veneza, cidade onde o amor sempre vence. Então fiquem tranquilos porque a jornada pode ter algumas complicações, mas valerá a pena.

Apesar de não estar creditado nem no Goodreads nem no site da autora, este livro faz parte de um dueto. E a Harlequin Brasil teve a sacada genial (OBRIGADA!) de publicar as histórias dos irmãos Ferrone em edição única. Afinal de contas, Mário aparece aqui e será o protagonista da trama seguinte.

Dueto irmãos Ferrone:
* Publicados na Harlequin Special 2 Histórias 101 - Amor na Itália
1 - Mais do que um casamento de conveniênciaNot just a convenient marriage – Sally Franklin e Damiano Ferrone
2 - Outra vez o amorReunited with her Italian ex – Natasha Bates e Mario Ferrone


Bacci!!!

Beta

domingo, junho 21, 2015

Ciao!!!




Definitivamente, estou com um sério problema com esta série.
A cada livro, a minha vontade de continuar diminui. Mas... e o Jamie?

Outlander: o resgate no mar, parte 1 – Diana Gabaldon – Saída de Emergência
(Voyager - 1994)
Personagens: Claire Randall Fraser, Jamie Fraser e minha (falta de) paciência

Jamie sobreviveu a Culloden, apesar de ter ido para a batalha determinado a morrer. Jamie sobreviveu a tanta coisa que em vários momentos nem ele entendeu como. Enquanto isso, 200 anos a frente, Claire, Brianna e Roger tentam montar um quebra-cabeça do que teria acontecido com ele, até encontrar pistas do que aconteceu com ele e levar Claire a decisão: se pudesse, voltaria no tempo, para a vida do homem que sempre amou?

Comentários:

- Prometo a vocês que não será como o texto sobre A libélula no âmbar, até por dois motivos: tudo que eu tinha que explodir ficou por lá e este livro é um pouco melhor (até eu percebido um detalhe que vou mencionar mais à frente).

- Primeiro: ao contrário do outro que nos dá um susto por começar a história em um período e, depois de quase 100 páginas, retornar para contar de onde o primeiro parou. Neste caso, a narrativa traz capítulos (ou grupo de capítulos) intercalados entre as descobertas resultantes da pesquisa feita por Claire, Brianna e Roger (que parece uma caçada de uma agulha no palheiro histórico) e os relatos do que Jamie vivia após a batalha de Culloden. Então, isso tornou boa parte da leitura interessante (apesar de um ou outro momento desnecessário para a sequência da trama), porque a cada possibilidade de pista descoberta em 1968, temos o relato equivalente feito por Jamie.

- Segundo: DIFERENTES narradores. Obrigada, Deus que tenta salvar a paciência de leitoras compulsivas e blogueiras escorpianas com ascendente geminiano. Uma das minhas frustrações anteriores era ver a capacidade praticamente inumana de observação da Claire. Em vários momentos isso não soava natural, porque o resultado era excessivo. A narrativa em dois períodos temporais diferentes obrigou a dar voz a mais personagens, o que diminui o cansaço de acompanhar tudo a partir do mesmo olhar deslocado do tempo da Claire, seja no passado ou no futuro.

- O que me cansou: a vibe “sofrimento à la novela mexicana turbinado” para o Jamie. Ok, não era um período fácil para qualquer escocês, especialmente os integrantes de clãs que apoiaram Charles Stuart. Especialmente para um que ganhou fama nesta campanha. Ainda mais porque não tem como você não identificar um homem alto, forte, ruivo, lindo que está com a cabeça a prêmio. Mas gente, o moço tem migalhas de algo vagamente parecido com felicidade em um oceano de desgraceira. Sem esperança e ainda, sabendo que pode piorar. Se ainda não desisti desta série foi por causa dele. Apesar de ele também não se ajudar e se meter em confusão que pode colocá-lo novamente em péssimos lençóis com a justiça inglesa e trazer riscos para a família em Lallybroch ou fora de lá.

- Temos um terceiro ato de convergência das tramas. Aí por incrível que pareça, achei que houve uma queda no ritmo, apesar do encadeamento quase que de dominó dos acontecimentos. Uma coisa puxa a outra, que causa uma terceira, que complica uma quarta. E ainda um fator imprevisto pode acabar alterando tudo, porque vai exigir de Jamie uma explicação coerente e que ninguém acreditaria. Mas não deixa de ser curioso ver as crianças que eram pequenas ou nascidas em A libélula no âmbar e reencontrar personagens 20 anos depois e ver como estão e o que se tornaram. Só queria ter desfrutado mais da experiência após o trauma da lenga-lenga modo whey turbo do segundo livro.

- Outro ponto que me dei conta ao terminar a leitura. Estas 567 páginas formam a primeira parte do terceiro livro e estou com uma leve intuição que o título, seja o original ou o da versão em Português, ainda não foi justificado. O que me faz novamente questionar sobre o método de escrita da autora. Quem me conhece sabe o quanto isso é irônico, mas, neste caso, uma edição fez, sim, muita falta. Afinal de contas, não estou escondida em uma caverna implorando por distração – qualquer tipo de distração.

- Por isso, a dúvida permanece. Desde o primeiro livro, faço parte do grupo de apaixonadas pelo Jamie. No entanto, não sei até quando dura a minha paciência com essa jornada de migalhas de alegria em meio a tsunami de sofrimento que ele aguenta e, em certos momentos, tanto faz que causa a si próprio. E claro, a quantidade de enrolação pode ajudar a balança a pesar a favor de buscar outra distração.

- Eis a ordem dos livros que estão sendo relançados pela Saída de Emergência na série Outlander:

1. Outlander - A viajante do tempo
2. Dragonfly in Amber - A libélula no âmbar
3. Voyager - O resgate no mar parte 1 e parte 2
4. Drums of Autumn - Os tambores de outono
5. The Fiery Cross - A cruz de fogo 
6. A Breath of snow and ashes - Um sopro de neve e cinzas
7. An Echo in the Bone - Ecos do Futuro
8. Written in my own heart blood 


Bacci!!!

Beta

sábado, junho 20, 2015

Ciao!!!




Bem, digamos que foi uma LONGA história.
LONGA
mesmo.
LONGA DEMAIS.
E por isso, digamos que tenham tempo para ler este texto indignado, estressado, delirante e muito irritado com autora que enrola demais e gasta a minha paciência até sobrar um fiapo pra descobrir o que interessa.

Outlander: a libélula no âmbar – Diana Gabaldon – Saída de Emergência
(Dragonfly in Amber)
Personagens: Claire Randall Fraser e Jamie Fraser e um monte de gente

1968. Claire volta à Inverness com a filha Brianna para uma aparente viagem de turismo. No entanto, ela tem muito o que procurar e conta com o apoio de Roger Wakefield, que tinha documentos que poderiam ajudá-la a descobrir o que houve naquele mesmo local séculos antes. Ao revelar para Brianna detalhes que ela não sabe sobre as vidas delas, Claire volta ao tempo quando ela e Jamie, ainda sob impacto das desgraças recentes, deixaram a Inglaterra rumo à França para tentar impedir a revolução que pode dizimar vários clãs escoceses...

Comentários:

- A Diana Gabaldon é aquele tipo de pessoa que transformaria “fui ao Tororó beber água e não achei” em uma jornada digna de Frodo a caminho de Mordor explicada nos MÍNIMOS detalhes. E quando digo MÍNIMOS entenda como “um monte de coisas que se revela desnecessária, apenas para ocupar seu tempo e impedir que você tenha prazer com o que realmente interessa: Jamie”. Eu podia jurar que não tinha nada que eu odiasse mais do que autora que cria um bom personagem e não sabe o que fazer com ele. Ledo engano. Descobri que detesto autora que cria um bom personagem e o mata soterrado em informações que só acrescentam à sua vida se você for em um "Show do Milhão" sobre a série (depilação no século 18? Cachorro médico? Rotina de um hospital francês?). Houve momentos em que fiquei na dúvida se lançava a campanha #SaveJamie ou então se bancava a preguiçosa, esperava a 2ª. temporada da série Outlander (ainda nem vi a 1ª porque quis ler o livro antes) para ver como os (pobres, sofridos e merecidamente bem remunerados) roteiristas resumiram este livro.


Enfim, vamos lá, A libélula no âmbar começa totalmente distante geográfica e cronologicamente do encerramento de A viajante do tempo. Juro que fiquei com a sensação de que “UAI, TREM DOIDO!”. A autora usa o recurso de avançar a história até determinado ponto para voltar ao ponto em que a gente estava. Em 1968, Claire retorna à Escócia em busca de informações sobre o passado, acompanhada da filha Brianna que nem sonha com as revelações que a mãe fará nesta viagem.

Aí quando você está quase arrancando os cabelos perguntando “oh, Jamie, cadê você? Carrego peso só pra te ler”, ele aparece (quase 100 páginas depois). A narrativa volta para o século 18, ele e Claire ainda estão na França, envolvidos em uma missão praticamente suicida: cortar o mal pela raiz. Evitar a revolução jacobita que Claire sabe que terá final trágico para os cerca de 10 mil integrantes dos clãs aliados de Charles Stuart, pretendente ao trono escocês, inclusive parentes de Jamie. O problema era que espionagem na corte era algo tão mortal quanto a revolução que eles queriam evitar e eles colocam a si mesmos e ao bebê que Claire espera em risco várias vezes. Ah, ainda tem alguns ataques de ciúme no meio do caminho. Entre salsichas, experiência no E.R. do SUS francês da época, mensagens roubadas e decifradas, violência sexual, traumas recentes e passados, quando você pensa que nada será pior que essa chatice eis que ressurge uma criatura que já devia ter morrido e que eu ainda quero matar (sim, claro que sabia que a praga não tinha morrido, mas vai que alguma informação desnecessária das várias deste livro o atingiu na cabeça e causou um traumatismo craniano? É, eu sei, vaso ruim não quebra fácil. Ninguém pode me culpar por imaginar isso).

- As coisas se complicam na França e sacrifícios extremos levam os dois de volta para a Escócia. Aparentemente não haveria mais a guerra, no entanto, o clima político muda e Jamie e o povo de Lallybroch se veem arrastados para uma luta que ele sabe que será em vão. Por mais que ele e Claire se esforcem para evitar a catástrofe. Ah, claro, muitas reviravoltas colocam aliados como inimigos, inimigos como aliados, poucos confiáveis, corações partidos por fatos da vida, crueldade masculina, sofrimento e alguns que merecem vão pagar pelo crime que cometeram (também se não me desse esse consolo espiritual, era bem capaz de fazer esta lajota de concreto voar olimpicamente ao som do tema de Carruagem de Fogo pela minha janela). Então, se fosse sincero, este livro seria a soma das 90 e poucas páginas da primeira parte mais um resumo de mais de 200 páginas e a partir da 363 (com algumas cenas inúteis devidamente limadas) até o final. Acho que daria para cortar umas 300 páginas lindamente e ficar com o que é o tema deste livro: Jamie e Claire em uma missão praticamente suicida para impedir uma guerra que muda o rumo da história da Escócia. Os planos vão exigir muito do já sofrido relacionamento deles e até que ponto eles estariam dispostos a sacrificar um ao outro ou a sacrificarem por uma causa? E sim, para descobrir porque Claire e Brianna estão em 1968, você vai precisar ler mais de 800 páginas. Segura na mão de Deus e vai.


Até o final do livro eu já tinha certeza de que esta infeliz libélula que ficou presa no âmbar era eu. Uma boba atraída pela promessa de sonhar por algumas horas, talvez dias, com um escocês lindo, ruivo, enorme, gigante, de olhos azuis... que ficou atolada por semanas, quase um mês, em uma história que demora para engrenar, distrai com aquela lua que brilha lá no céu, ESQUILO!, plunct plact zuuuuuuuuum não vai a lugar nenhum e quando eu pensei “agora, vai!” termina comigo esbravejando a raiva neste post (a parte final é boa, o problema é chegar até ela). Depois disso, não preciso nem me esforçar pra imaginar o Spielberg me achando – a blogueira congelada no âmbar da própria raiva com autoras prolixas e enrolonas - e criando o Blogassic Park a partir do meu DNA. Um lindo paraíso de blogueiras escorpianas neuróticas e estressadas habitados pelo ruivo delícia Chris Pratt. Sim, cheguei a este ponto de delírio. Culpa da Diana “escrevo muito sim, escrevo demais e, se reclamar, escrevo o triplo sobre o nada HAHAHAHAHAHA” Gabaldon.

- Faltou alguém dizer a ela “vamos nos ater ao que interessa? Depois você lança um livro, ou vários, chamado ‘olha só tudo que aprendi pesquisando pra criar o Jamie’ e vende ainda mais. A gente pode fazer na versão simples, ilustrada, para colorir, pop-up, que tal?”. Não seria nenhum demérito. J.K. Rowling fez adolescentes lerem livros de mais de 600 páginas sem piscar e reclamar. Mas tudo que ela citava tinha importância na trama, até mesmo detalhes como a cor dos olhos do protagonista. Então não me venha com argumentos esfarrapados, porque não me importo com livros tamanho tijolo, porque tenho convicção por tudo que já li de que não é número de páginas que faz boa história e sim o que está escrito nelas. 

- Se fosse direto ao ponto, A libélula no âmbar, seria um excelente livro. No formato final, é um livro com vários e bem detalhados momentos chatos e desnecessários para testar a sua persistência até a parte onde realmente interessa. E que, para chegar ao ponto final (que de final não tem nada – afinal de contas, há a próxima parte), só sendo tão teimosa quanto o apaixonante escocês disposto a tudo para cuidar e proteger a Sassenach (chata, onipresente a ponto de parecer um big brother – estou para ver narradora em 1ª pessoa mais onisciente e onipresente que essa *pausa para minhas professoras de Literatura chorarem porque eu ainda me lembro desta lição*. Embora em alguns momentos surge do além uma narração em 3ª pessoa só para deixar você perdida de vez) dele.

- Ah, sim, é o SEGUNDO livro da série. Alguns já foram lançados, mas eram impossíveis de achar. A Saída de Emergência está relançando todos. E se os próximos forem assim, como já me alertaram que serão, vou reforçar o meu arsenal de coisas que sustentam a paciência escorpiana-geminiana quando ela implode! E sinceramente não sei por quanto tempo dura a minha preocupação com as desgraças do desventurado casal (bem, sendo sincera, preocupação com a metade alta, olhos azuis, ruiva e escocesa do casal) separado pelo tempo, espaço e pelos inimigos, incluindo uma autora tagarela que estressa até mesmo quem quer amar esta série.

Série Outlander:

1. Outlander - A viajante do tempo
2. Dragonfly in Amber - A libélula no âmbar
3. Voyager - O resgate no mar parte 1 e parte 2
4. Drums of Autumn - Os tambores de outono
5. The Fiery Cross - A cruz de fogo 
6. A Breath of snow and ashes - Um sopro de neve e cinzas
7. An Echo in the Bone - Ecos do Futuro
8. Written in my own heart blood 


Bacci!!!

Beta

- Não sei se funciona com outra pessoa, mas a solução que encontrei pra chegar ao fim deste livro foi imaginar que o Lenine ou o Tom Hiddleston estavam lendo para mim (#ficaadica para os audiobooks). Assim minha concentração voltou por alguns instantes. Mas quando o encanto se desfazia, só me restou apelar para todo meu arsenal “mantenha a concentração” que inclui esta música, esta entrevista, esta música e esta música, que resume bem o meu maior desejo durante os momentos “vamos delirar sobre o nada durante várias páginas” que conseguiram a façanha de entediar não só o sol em Escorpião nem apenas o ascendente em Gêmeos, mas provavelmente todas as combinações planetárias possíveis no meu mapa astral.