domingo, setembro 14, 2014

Ciao!!!



  
Pegue um livro com protagonista milionário grego, todo-poderoso que se envolve com jovem inocente.
Aham, você já viu isso, provavelmente, incontáveis vezes.
Agora DESMONTE todo o padrão, de ponta a ponta. Prepare-se. Maya Banks divou e sambou na concorrência na parte central da trilogia Anetakis.

Rebeldia – Maya Banks – Rainhas do Romance 91
(The tycoon’s Rebel Bride – 2009 – Silhouette Desire)
Personagens: Isabella Caplan e Theron Anetakis

Junto com o escritório em Nova York, Theron herdou a responsabilidade da família Anetakis em cuidar da jovem Isabella Caplan, tutelada deles até os 25 anos. A garota decidiu fazer uma parada na cidade, antes de um ano sabático pela Europa. Ele se lembrava de uma adolescente tímida e desengonçada e quase não disfarçou o espanto ao encontrar uma jovem sexy, elegante e uma tentação a todos os planos bem organizados que Theron tinha para ela e para si mesmo. Isabella queria fazer Theron se apaixonar por ela. E ele não estava nada preparado para o que ela tinha em mente para ele.

Comentários:

- Isabella Caplan devia abrir um workshop sobre como ser bem sucedida na meta de enlouquecer um típico macho alfa grego. Não tenho lembrança de uma personagem como Isabella: ela se apaixonou por Theron quando era adolescente e decidiu que eles se casariam. Agora, aos 22 anos, chegou a hora de agir. Ela foi obrigada a lidar com umas mudanças no plano original que era ir para Londres e ficar por perto de Theron. Só que agora, por causa de umas mudanças na gestão das empresas da família, ele ficaria em Nova York. Portanto, Isabella ficaria também.

- Theron tinha tudo organizado, planejado e detalhado para a vida dele após a mudança para cuidar da empresa em Nova York. E Isabella, a tutelada da família Anetakis, veio e implodiu tudo. Há muito tempo sem vê-la, ele não esperava encontrar um jovem linda, sexy e que mexesse com ele de uma forma que não deveria. Ele era mais velho, mais experiente, devia manter a compostura. Mas aos poucos, ela consegue quebrar a resistência dele e deixá-lo confuso.

- Sim, o grego todo-poderoso da vez perdeu aquilo que nos irrita em vários livros o controle sobre as ações. Quem comanda o andamento da história é Isabella e o plano maluco e improvisado para conquistar Theron, do qual ele nem desconfia. Dei muitas gargalhadas com a determinação e as trapalhadas em que ela se meteu, mas se os gregos no universo da literatura de mulherzinha são teimosos, as mulheres que querem esses gregos precisam ser mais fortes, determinadas e teimosas que ele. Isabella é um presente para leitoras e blogueiras que passaram a vida esbravejando com as pobres capachos de gregos tapados e toupeiras. Ah, a boa notícia é que Theron também é um presente para quem lê. Ou seja não tem como não gostar deste casal! E não se divertir com a jornada deles. Maya Banks acertou em cheio. Não sei o que vem no encerramento da trilogia, no livro de Piers, mas por enquanto, Isabella e Theron são os protagonistas do meu livro favorito desta série ótima.

Trilogia dos Irmãos Anetakis

1. TraiçãoThe Tycoon’s pregnant mistress – Marley Jameson e Chysander Anetakis - Rainhas do Romance 89
2 – Rebeldia – TheTycoon’s rebel brideIsabella Caplan e Theron Anetakis - Rainhas do Romance 91
3 – Revelação – TheTycoon’s secret affair – Jewel Henley e Piers Anetakis 


Bacci!!!

Beta

sábado, setembro 13, 2014

Ciao!!!





Confesso: escolhi o livro do mês da Maratona Feliz Desaniversário - Históricos inspirada pelo imaginário criado pelo cinema na minha mente surtada sobre o local onde a história se passa.
Afinal de contas, os livros, filmes e documentários são o mais próximo que eu chegarei do Egito na vida.

A Rosa do Egito – Erin Yorke – Clássicos Históricos 75
(Desert Rogue – 1995 – Harlequin Books)
Personagens: Victoria Shaw e Jedediah “Jed” Kincaid

Victoria era a única herdeira de um poderoso banqueiro inglês cuja família morava em Cairo, no Egito. Estava noiva de Hayden, um funcionário do consulado, que tinha projetos de subir na carreira e socialmente. No entanto, às vésperas do casamento, ela foi sequestrada no quintal de casa. Agora confiava que o pai e o noivo liderassem o Exército em uma operação de resgate. No entanto, o noivo enviou dois homens que se detestavam: um norte-americano independente, Jed, e um comerciante egípcio, Abdul, que cobrava uma dívida dele. Jed conhecia bem o deserto e a mentalidade do povo para não cair em armadilhas. Ao mudar os planos para resgatar a refém inglesa, ele colocou o inusitado trio em um aventura pelo deserto e com consequências inesperadas.

Comentários:

- Eu no deserto? Sem chance. Com a minha lista de alergias, teria um treco sem pensar. No entanto, claro que me rendo ao fascínio que a civilização egípcia desperta e aos estereótipos que Hollywood cria por décadas na nossa mente, sendo que os meus favoritos são Os caçadores da Arca Perdida; A múmia e O retorno da Múmia (sim, sei que existem opções melhores que os dois últimos, mas gosto deles assim mesmo) e um documentário de sei lá quando da National Geography que eu vi sei lá quantas vezes na escola sobre o Egito Antigo e a necessidade de transferir um templo do lugar por causa da construção de uma hidrelétrica (se não estou enganada).

- Jed é o herói malandro, sem vergonha, extremamente inteligente e articulado. O aventureiro que sabe os perigos do deserto e, por isso, capaz de sobreviver nele. Tem que aturar o comerciante Abdul, que insiste em cobrar de Jed um prejuízo que o norte-americano jura que não tem nenhuma responsabilidade. Sabe ser charmoso e provocador, primeiro se estressa com o noivo pamonha e covarde incapaz de salvar a própria noiva porque pensa na carreira; depois se estressa com a inglesinha impertinente que não entende que ele e Abdul são tudo o que ela tem para fugir de um destino terrível para qualquer jovem mulher. Victoria é mimada, inteligente e sabe criar confusão como ninguém. O sequestro acaba sendo um ponto de virada na vida dela – que tinha um circuito definido e que a agradava: se casar com o Hayden, ter filhos e continuar como um expoente social. Em ambiente hostil, ela vai ser forçada a entender mais sobre si mesma e o que realmente quer.

- É uma diversão ler, porque a narrativa tem o pique dos filmes: casal que se detesta à primeira vista, mocinha indefesa em grande perigo, humor, perigo, aventura no deserto, resgates apoteóticos, implicância entre inglesa e norte-americano e muito bate-boca entre mocinha, mocinho e coadjuvante arrastado à força na confusão. O estilo da Erin Yorke mescla muito bem a descrição do ambiente, em seus diferentes cenários longe do padrão europeu; humor e suspense causado pelo perigo ao redor, seja na forma de outras pessoas, dos perigos do deserto e do conflito entre eles. E serve como meu pedido de desculpas porque eu achei que já tinha colocado outros livros da autora no Literatura de Mulherzinha e precisou de quase nove anos e meio para descobrir que ainda não fiz isso. Foi para a lista de “coisas a corrigir”, com certeza!

- Links: Goodreads livro e autora.

Bacci!!!

Beta

domingo, setembro 07, 2014

Ciao!!!


E no fim de semana do feriado da Independência do Brasil, as autoras nacionais invadem no ótimo sentido o Literatura de Mulherzinha. O domingo ficou com o lançamento da Graciela Mayrink que ganhou uma frase-mantra repetida à exaustão pela minha mente durante a semana de leitura (sim, semana puxada, difícil, exaustiva e que me fez ler a conta-gotas).

A namorada do meu amigo – Graciela Mayrink – Novas Páginas
(2014 – Editora Novo Conceito)
Personagens: Juju e os “Três Mosqueteiros”

Beto, Cadu e Caveira eram amigos inseparáveis, tanto que ganharam o apelido de “Os Três Mosqueteiros”. E eles estavam sempre às voltas com Juju, uma vizinha mais nova, a quem Cadu destestava. Um dia, a família dela se mudou para Porto Alegre e eles acharam que os problemas estavam resolvidos. Só que oito anos depois, ela voltou e o impossível aconteceu: ela não era mais uma pirralha chata, mas uma garota linda pela qual ele se apaixonou à primeira vista... mas agora namorava Beto.

Comentários:

The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return
(trecho da música Nature Boy)

- Desencontros amorosos sempre rendem histórias ficcionais ou não, não importa o estilo. Geralmente, a gente prefere ler ou ver filmes e novelas sobre elas, porque quando acontecem conosco não costumam ter tanta graça ou glamour assim. Afinal de contas, atire a primeira pedra quem nunca sofreu por amor. Seja amar sem ser correspondido, se apaixonar pela pessoa errada ou mesmo ser preterido por quem se ama.

- Este é o fio condutor deste livro da Graciela Mayrink. Cadu percebe que está apaixonado por Juju, a menina que não suportava quando eram crianças e que agora voltou mais linda que nunca. Só que ela é a namorada do melhor amigo dele, Beto. E aqui, entenda-se melhor amigo como aquele cara que sempre compartilhou as aventuras e segredos desde sempre. Percebeu o tamanho da encrenca? E o contexto não ajuda: todos moram em Rio das Pitangas. Beto, Cadu e Caveira continuam sendo os três mosqueteiros e estudam na Universidade Federal da cidade. Juliana voltou e foi para o Instituto, onde as irmãs de Beto estudam. Ou seja, não tinha como fugir ou, se vocês preferirem, colocar uma providencial distância, esperar a poeira baixar. Ele será obrigado a lidar com isso. E como a maioria das coisas na vida, não vai ser moleza resolver. Não tem solução “de manual”, tipo “faz isso, que tudo vai acabar bem”. Todas as possíveis decisões trazem consequências e o conceito de “certo” varia conforme o ponto de vista envolvido.

- Ambientado na rotina de adolescentes e jovens, temos a angústia de Cadu acontecendo após o verão das férias, durante o ano letivo e em meio à agenda do que envolve a rotina do grupo de amigos: estudos, esportes, festas e relacionamentos. Por isso, há vários momentos onde imprevistos levam a complicações ainda maiores e confesso que fiquei em suspense sobre o desfecho. E não vou falar mais nada, porque estou tentando não contar demais para que vocês descubram por conta própria.

- Adorei o fato de o livro ser narrado do ponto de vista de Cadu. Sim, sei que muita gente detesta narrativas em primeira pessoa, mas tirando a Anachata abusadora do itálico indefeso, não costumo ter problemas. E neste caso, gostei, porque é um dilema que ele vive, por isso, um narrador neutro, onipresente e onisciente (eita, gastei bonito agora os conceitos da aula de Literatura, hein!!!) talvez não soubesse expressar corretamente os sentimentos do personagem. Gostei do relacionamento de Cadu com o pai. E como uma fã confessa e surtada de Os Três Mosqueteiros, nem preciso dizer que quase dei pulos ao ver a referência, né? (E teve uma cena onde é mencionada uma devoção à trama com a qual me identifiquei...).

- Achei bonito, achei triste e achei crível, gente como a gente às voltas com as dúvidas, confusões e angústias da primeira paixão para valer. E deixei para o final a frase que minha mente achou de repetir em loop durante a leitura: “Tá achando que crescer é fácil?!”. Isso resume bem a história.

- Linkitos: blog, site, facebook e twitter da autora e mais sobre Graciela Mayrink no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

sábado, setembro 06, 2014

Ciao!!!

  
Continuações geralmente são um problema. Que os digam todo autor e todo cineasta que teve a ideia de fazer uma sequência. É a missão de manter (sem repetir) o espírito original e avançar, apresentando novos aspectos e te prendendo a cada página.
Então, comunico a vocês que a Marina Carvalho marcou um golaço ao trazer mais uma etapa na vida de Ana, princesa de Krósvia.

De repente, Ana – Marina Carvalho – Novas Páginas
(2014)
Personagem: Ana Carina Bernardes Markov, princesa de Krósvia

Dois anos e meio depois, Ana vivia a rotina das atividades como princesa de Krósvia e namorada do Alex, se equilibrando entre os deveres reais e a vida como uma jovem “normal”. No entanto, um acidente muda tudo. Ana é forçada a lidar com o pai entre a vida e a morte e com as pressões de ter que assumir o trono sem estar vagamente preparada para isso. Claro que a oposição encontra nela um bode expiatório ideal. E Ana se sente perdida em meio a tanta pressão e não consegue nem rezar por uma luz no fim do túnel.

Comentários:

- O que eu mais gosto nos livros, além do jeito leve e gostoso da autora escrever, é como ela usa os clichês a favor. Afinal de contas, querendo ou não, todos crescemos sob a sombra das princesas da Disney – que são releituras brandas de contos de fadas não tão fofos assim. Some-se a isso o “incrível” trabalho da imprensa de celebridade que reforça o “padrão real” no nosso dia a dia (Kate Middleton que o diga. Não pode fazer nada sem ter um clique. Sem contar o papel dos paparazzi na morte de Lady Di). E no meu caso específico, acrescente ainda ter revisto recentemente - por obra da programação da TV por assinatura - o clássico "A princesa e o plebeu", com a minha diva-mor Audrey Hepburn (eu amo a história da princesa estressada à beira de um colapso nervoso que foge do castelo e acaba tirando um "dia de folga" ao lado de um jornalista em Roma). Ou seja, ela usa elementos deste imaginário - que está por aí, aqui e ali, na cabeça das pessoas - para criar a base da história.

- Ana está acostumada com a rotina de princesa, equilibrando as tarefas sociais e aprendendo mais sobre o país do pai. Ela está firme e forte com o Alex, com aquelas coisinhas boas e chatinhas típicas de namoro. Só que tem uma intuição de que algo ruim está para acontecer e acontece: o pai dela sofre um acidente e fica internado em estado grave na UTI. Sem rei, Ana é forçada a assumir o governo, sem a menor noção do jogo político na Krósvia, guiada por um chefe de relações públicas que pega no pé dela sem dó e piedade. Se não souber como agir, Ana corre o sério risco de ser destruída pela pressão. Como desgraça pouca é bobagem, a ex do Alex, a venenosa “nome de cachorro” ressurge das cinzas disposta a aprontar. Haja paciência e coração!

- E não vou contar mais nada, porque o livro tem algumas coisas muito legais que exigem que o leitor descubra. A narração continua em primeira pessoa, mas com um acréscimo bem interessante para a narrativa. Ah, sim, seguir a intuição nem sempre é problema. E temos que aprender a lidar com aquele povo que só quer saber de derrubar os outros (porque sempre tem gente assim e você nem precisa ser princesa para sofrer isso). Ah, quaisquer menções a Bon Jovi (já que sou uma fã do grupo por osmose) e Backstreet Boys me fazem rir (nada como ter boas lembranças, né?). Se eu já tinha gostado do primeiro, posso dizer que amei ainda mais o segundo, que conseguiu dar sequência às aventuras, desventuras e loucuras da vida da Ana como princesa, sem perder a personalidade, tanto da autora quanto da personagem.  

Série Ana:

* Simplesmente Ana – 2013
* De repente, Ana – 2014
* ???? (ainda sem título divulgado) - 2015 

A autora disse em entrevista ao G1 da Zona da Mata (sim, blogueira pautou a jornalista de novo) que a série terá um terceiro livro, mas com outros protagonistas. Tenho minhas suspeitas, mas não vou contar aqui. Leiam e criem as suas. Quando ela divulgar oficialmente, publico aqui :)

Links: Goodreads autora e livrosite da autora (onde está rolando um concurso para ser Beta Reader do 3º livro da série), mais sobre ela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta 

sexta-feira, setembro 05, 2014

Ciao!!!

Não poderia começar este bate-papo sem uma historinha... 

Quem achou o livro da Marina Carvalho na livraria foi #madrehooligan. Num daqueles momentos em que a gente se dividiu para garimpar, ela viu “Simplesmente Ana” e já veio anunciando que “era livro de príncipe e princesa” (ela ama). E eu levei. Ainda sofrendo com a pilha (eternamente) atrasada por causa do Mestrado e caos profissional de 2013. Resultado: #madrehooligan leu antes de mim (normal) e amou!

Algum tempo depois, em outra garimpada na livraria, não lembro quem achou “Azul da cor do mar”, mas é óbvio que eu, ao ver esse título, nem pisquei em pegar, ir ao caixa e trazer pra casa.

Um bom tempo se passou sem eu conseguir ler nenhum 
dos dois. A vida real tem horas me consome demais. Só em agosto consegui ler o “Simplesmente Ana. E depois de mais alguns contratempos (muito trabalho, pouco tempo e o fato de que ele mal saiu da livraria e foi confiscado por #madrehooligan), li o “De repente, Ana” que estará no Literatura de Mulherzinha neste sábado.

E tudo isso só foi possível porque, a turnê de lançamento incluiu Juiz de Fora (ao que agradeço bastante). E fiquei sabendo porque as meninas do Mulheres Românticas compartilharam no Twitter (Carol e Flavinha, beijão procês!!! Ajudaram a blogueira a pautar a jornalista XD). E aí, em uma sexta-feira daquelas malucas de agosto (leia-se: você planeja sair do horário, imprevisto atrasa. Quer pegar ônibus, dá de cara com engarrafamento daqueles. Fica andando em uma noite fria *ninguém merece!* pedindo pelamordeDeus um táxi, até que Deus se compadece e faz um aparecer. Perde o bate-papo mas chega a tempo de conversar, tietar e tirar fotos), acompanhada por #madrehooligan, consegui chegar!

Adorei conhecer a Marina e o Rogério, marido dela. Foram muito amáveis. A Marina autografou os livros da série “Ana” para minha mãe, quem achou os livros e fanática por histórias de princesas e o “Azul da Cor do Mar”, para mim (sim, está aqui e preciso contar: comprei, #madrehooligan surrupiou e pretendo ler o quanto antes. Oremos).

Aí como sou abusada, perguntei à Marina se poderia mandar umas perguntas para ela, sobre o “De Repente, Ana” para publicar no Literatura de Mulherzinha antes do post sobre o livro (sim, repetindo: amanhã, não perca!!!). Portanto, para deixar todo mundo com gostinho de “quero mais”, confiram o bate-papo:

- Por que escrever uma continuação da história de Ana?
Porque muitos leitores, depois de lerem o SIMPLESMENTE ANA, começaram a pedir a continuação da história. Por causa disso, fiquei muito motivada a desenvolver novas premissas.

- Quais foram os desafios para criar uma história nova com personagens que o leitor já conhece?
Com certeza o principal desafio foi manter a fidelidade a respeito dos personagens, manter o caráter original, não deixá-los se perderem pelo caminho, como se fossem outras pessoas.


- Ana será confrontada com uma responsabilidade muito grande nesta segunda parte. Mesmo sem ser princesas ou príncipes, como o leitor pode se identificar com a personagem?
A Ana é uma personagem muito verossímil. Apesar de ser princesa e enfrentar situações que nenhum de nós um dia vai viver, ela é
humana, simples, palpável. Só assim consigo que os leitores se identifiquem com ela.

- Teve alguma coisa que você planejou para a história e saiu diferente do que você planejou?
Eu planejo tudo, mas nem sempre sai como espero. Muitas vezes o que penso com antecedência se modifica no desenrolar da trama. Exemplo disso é um personagem que mudou completamente por causa de uma sacada que tive no meio da trama. risos

- Teremos novo show do Bon Jovi na Krósvia? (amei essa cena)
Ah, infelizmente, não.
(ps. da Beta: Não se desesperem, fãs do Bon Jovi, isso não significa que ele e a banda estejam ausentes no livro ;D)

- A opinião dos leitores após "Simplesmente Ana" ajudou em algum momento do trabalho do próximo livro?
Sim, e como! Algumas Passagens foram construídas em torno de muitas opiniões que recebi sobre o livro um.

- E agora virá a terceira parte. Já tem previsão de quando será lançada e o que você pode antecipar?
Sim, terceira parte chegando. Bom, ela virá em 2015 e será um spin-off dos dois primeiros livros, ou seja, os protagonistas serão outros.
(ps. da Beta: Não, não perguntei quem serão os protagonistas. Sim, tenho suspeitos. Não, não vou contar.)

- Para encerrar, queria que você falasse sobre a experiência de participar na Bienal de SP.

Bom, eu estive na Bienal no primeiro fim de semana e foi a sensação mais incrível de toda a minha carreira até agora. Fiquei pasma com a quantidade de leitores que me procuraram e demonstraram todo o carinho que sentem por mim e por minhas histórias. Sensacional.

Ficamos lindas, né?
Bacci!!!

Beta