sábado, julho 23, 2016

Ciao!!!



Exatamente o que eu esperava: fofinho e de fácil leitura. Leveza para passar por temas sérios.
Se você estiver como eu, precisando de livros assim, fica a dica!

Garota Online em turnê – Zoe Sugg – Verus
(Girl Online on Tour – 2015)
Personagens: Penny Porter e Noah Flynn

Após muita confusão, Penny era a namorada do astro ascendente do rock Noah Flynn. E pode esquecer o glamour, porque, na prática, significava ter namoro à distância e falar mais com ele pelas redes sociais que pessoalmente. Mas finalmente chegaram as férias de verão e Penny viajaria com Noah durante a turnê por cidades europeias. Em meio às dúvidas sobre o que fazer da própria vida e ainda lidando com a ansiedade, será que Penny estava preparada para as coisas boas e ruins que encontraria na estrada?

Comentários:

- Sou suspeita para falar, porque gostei do primeiro livro. Penny e Noah formam um casal tão fofo que não tinha como não torcer por eles. Por isso, fiquei feliz em saber que reencontraria os dois em novos desafios nesta sequência. O mote é simples: Penny vai acompanhar Noah durante a turnê por cidades da Alemanha, Itália e França – já que ele faz os shows de abertura da banda do momento, The Sketch. Mas as complicações que surgem disso não são nada simples: Penny lida com as crises de ansiedade e há alguns cenários onde elas se tornam mais prováveis, como por exemplo, as multidões arrastadas aos shows da turnê. Penny está em dúvida sobre o que deve fazer da própria vida. Ela ficará algumas semanas longe de casa, dos pais e do irmão que são o porto seguro e de Elliot, o melhor amigo.

- E a turnê não se torna o “sonho realizado de Penny” porque nunca foi o sonho dela. Ela era coadjuvante no sonho de Noah e, do jeito que as coisas estavam acontecendo, era provável que fosse rebaixada para figurante sem fala no canto da cena. Promessas não cumpridas, ter que entender que não era a prioridade, os comentários malvados disfarçados de conselhos e, como se não bastasse tudo isso, começou a receber e-mails anônimos ameaçando expor detalhes do relacionamento dela e Noah se ela insistisse no namoro.

- O estresse da estrada também tira de Noah o verniz de “perfeito”. Ter um sonho realizado não significa que tudo será como ele quer. É obrigado a lidar o tempo todo com a pressão de agradar o público, de estar sob avaliação dos executivos, de se equilibrar entre os amigos da banda e a namorada, de se desdobrar em vários compromissos obrigatórios. Ao mesmo tempo, tem que enfrentar a própria insegurança de temer não dar conta de ser o que esperavam dele e o que esperava de si mesmo, longe das pessoas que o amavam e sem a chance de compartilhar com os pais. Por isso, era importante para ele ter Penny ao lado. Mas se preparem porque ele não é de aço, vai perder esta noção e pisar na bola. E não vai ser tropecinho, não. Será pisada daquela que chateia e magoa – especialmente eu que adoro os dois em suas individualidades e mais ainda juntos. Do tipo que destroça confiança e não sei se na vida real seria algo perdoável por escorpianas com orgulho ferido.

- A estrada vai servir para colocar Noah e Penny em confronto com os caminhos que escolheram ou se sentem obrigados a escolher e ajudá-los neste difícil processo chamado amadurecimento.

- Algumas pendências do primeiro livro voltam a ser citadas aqui. Preparem-se para conhecer a famosa Leah Brown, reencontrar Megan e a nova versão do Garota Online. Também temos demonstrações do relacionamento saudável de Penny com os pais e o irmão (que também é outro fator que me deixa feliz, porque já temos livros de sobra que abordam os problemas familiares durante a adolescência. É legal ter um onde isso não acontece).

- E, claro, temos Elliot também em nova fase da vida. Depois da jornada em busca de aceitação no primeiro livro, agora ele tem metas de vida e uma trama própria sobre as dificuldades do primeiro amor. (O final é digno de filme e seriado).

- Narrando os altos e baixos, o preço da fama, o amadurecimento e a angústia enquanto buscamos por nós mesmos, foi uma leitura que atendeu ao que eu esperava: leve e fofa. Agora vou esperar o próximo capítulo da trajetória de Penny, Noah e todo o universo online e offline de uma garota.

Girl Online
2 – Girl Online on Tour – Garota Online em Turnê
3 – Girl Online 3 – previsto para novembro de 2016


Bacci!!!


Beta

quinta-feira, julho 21, 2016

Ciao!!!



Em julho, a Harlequin Brasil traz sheiks, príncipes, duetos e sequência de séries para a nossa alegria.
Deem uma olhadinha nos lançamentos!



 


 



 

 


Confira também no Pinterest e no site da Harlequin Brasil

Bacci!!!

Beta

quarta-feira, julho 20, 2016

Ciao!!! 

The greatest thing you’ll ever learn
is just to love and be loved em return
”.

Se você for do mesmo tipo que eu – leitora compulsiva – já deve ter desenvolvido um instinto, um radar, um “sensor aranha” que te avisa quando parece que o livro foi feito para você ou quando é uma cilada.
Confesso que o trabalho dele aqui foi me avisar - de forma fulminante - que eu amaria o livro antes de terminar de ler a segunda linha da sinopse da contracapa no meio da redação onde trabalho.
E foi o único livro que comprei durante a Bienal do Livro de Juiz de Fora (e eu ainda disse isso ao Vinícius quando pedi o autógrafo. Pressão? Nenhuma...).
Porque eu amo histórias verdadeiras e humanas, que trazem calor, lembranças e que você sabe que vai ler e reler até perder a conta ou decorar. E então, ler de novo. 
Afinal de contas, 1+1=

1 + 1 = A Matemática do Amor – Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos – Faro Editorial
(2016)
Personagens: Lucas e Bernardo

Lucas e Bernardo eram amigos desde sempre. Vizinhos, cresceram convictos da certeza de ter sempre o outro por perto. Até que veio a notícia de que a família de Bernardo se mudaria para Portugal e aquelas seriam as últimas férias deles juntos. Diante do inevitável, Lucas decide agir para que sejam inesquecíveis e os dois nem imaginam que os dias seguintes se tornariam uma jornada muito mais complicada e emocional que a contagem regressiva para uma despedida.

Comentários:

- É uma história sobre tantas coisas que espero não me esquecer de nada até o final deste texto. É sobre amizade verdadeira, o primeiro amor, mudanças de vida, afirmação da própria identidade, sentimentos confusos, hormônios, laços familiares, adolescência, maldade, julgamento, homofobia, liberdade, a busca por explicações, a vontade de encontrar o próprio “lar” e o desejo de ser amado como se é. É sobre coisas que vivi quando tinha os 16 anos de Lucas e Bernardo, coisas que ainda desejo alguns anos depois e outras coisas que pertencem a histórias que não são minhas para contar, mas que acompanhei porque fui coadjuvante-testemunha ou simplesmente aquela que torceu para que tudo desse certo no fim das contas.

Não tive custo pois só me fez bem
Ganhei o mundo e tirei meu pé do chão
Me deu sua mão.

Pra ser tumulto tem de ter alguém.
Alguém no mundo tem de ser um outro alguém
que faça bem a todos nós.

Ah... se eu pudesse ter
mais um dia assim com vocês, eu teria.

- Lucas e Bernardo são garotos de personalidades distintas, mas com um forte vínculo construído ao longo dos anos de amizade, aventuras e descobertas, seja dos filmes, das pipocas - inclusive queimadas -, dos passeios de bicicleta ou simplesmente não fazer nada porque a companhia um do outro bastava. No entanto, a bomba de que não estariam mais na janela ao lado deu um sentido de urgência e um tique-taque de contagem regressiva a tudo. A saída era transformar o tempo em aliado, criando lembranças que tornasse menos difícil (porque nunca é fácil, pode crer) quando estivessem a um oceano e um avião de distância.

Diz que sente o que eu senti.
Diz que vê o que vi.
Você é a verdade que não me doeu.
Aquela ami que enfim zade já bateu.
A sua coragem me fortaleceu.
Você é o encaixe, à parte, em mim maior.

- Só que a vida – aquilo que ocorre enquanto você está ocupado fazendo planos (como volta e meia dizem por aí) – resolve intervir e os planos de Lucas para férias perfeitas começam a ter uma série de complicações e imprevistos. E isso ajuda a revelar sentimentos que nem os garotos se deram conta propriamente e, ao perceberem, ainda não estavam prontos para entender. Por que doía tanto para Bernardo partir? Por que doía tanto para Lucas saber que ficaria? Ao longo das aventuras e desventuras das “últimas semanas juntos o tempo todo”, os garotos vão descobrindo que o sentimento entre eles era outro, mais forte, mais complicado, mais profundo e muito mais complexo. Com isso, vem o medo do desconhecido, de ser mal-entendido, de ser julgado, de não ser correspondido.

- E morando em cidade do interior (se bem que não é "exclusividade" porque todas as famílias, casas, ruas, bairros, cidades, estados e países, enfim, todos os lugares, são repletos de seres humanos bons e ruins), o medo procedia. Afinal de contas, o que mais vemos por aí na vida real ou virtual são pessoas que sobem em um pedestal e se arvoram no direito de ditar preceitos e preconceitos sobre a vida dos outros (enquanto em muitos casos varrem seus próprios pecados para baixo do tapete). E para ser julgado (onde foi parar o “atire a primeira pedra quem não tem pecado”?) e condenado, basta não ser como o outro quer que você seja. Surreal, não é? Mas – em muitos casos, lamentavelmente – muito real dentro ou fora de casa.

- Por isso, quem já viu isso antes (em forma de notícias apuradas e divulgadas ou de desabafos onde o máximo que podia fazer era ouvir quando a vontade era comprar a briga e botar para quebrar) entende de cara muitas entrelinhas na jornada de Lucas e Bernardo. Consegue ver a maldade disfarçada de "brincadeiras", "código de pertencimento a um grupo" e/ou “foi só uma frase”. Consegue se colocar no lado de quem sente a dor e ver a mesquinhez de quem se julga no direito de magoar. Consegue dar nomes aos bois: o que muitos juram ser "padrão normal" é preconceito. Cá entre nós, normal é um conceito muito relativo – depende de ponto de vista. Por exemplo, o meu conceito de normal é cada um cuidando da própria vida, se concentrando em ser e fazer os outros felizes. Provavelmente, diante dos comentários e ações cada vez mais violentas em rede social e na vida real, são poucos os que concordam comigo.

- São duas pessoas que estão descobrindo que se amam. E isso é lindo. Basta que você se lembre das sensações de olhar nos olhos da pessoa que fez seu coração acelerar pela primeira vez. Das mãos geladas. Do rosto quente. Das palavras presas entre o coração e a boca. Daqueles momentos de tensão que antecediam o encontro. De qualquer bobagem dita que ganhava importância de poesia ou prosa (dependendo do seu gosto). Dos encontros acidentais ou não tão acidentais assim. Do primeiro toque. Do primeiro beijo. Da primeira ou última lágrima. Como é que você não vai se identificar com algo assim? Eu queria ter encontrado o equivalente pra mim de um Bernardo ou um Lucas nesta época. Alguém que desse real sentido ao que cantou Nat King Cole e David Bowie (na trilha de Moulin Rouge) - que é a primeira citação deste texto, logo abaixo da capa.

“Lantejoula, bloco, mão
isso é deserto.
Eu não quero a multidão
Só quero você.

Minha paleta, violão
Está completo
Mas só se você for meu CD.

O que dizer de você sempre estar aqui
Mesmo quando fecho
você vem abrir
meu sorriso.

Sei que vai ser seu
Nada disso é meu

Sempre
Sempre
Sempre... seu."

- E tenho que agradecer ao Augusto e ao Vinícius por criarem uma história que me fez apaixonar antes do fim da segunda linha da sinopse. Que despertou a segurança de saber que era algo que eu tinha que ler (a ponto de furar a fila) e me fez companhia e foi responsável por alguns momentos de paz em uma semana difícil, enjoada e turbulenta. Que me remeteu aos sentimentos que só o David Levithan (o ponto de partida nas várias conversas com o Vinícius durante a Bienal) desperta em mim com histórias humanas, divertidas, emocionantes e tocantes, mas trouxe em vozes próprias, fortes, onde nada falta e nada sobra. Onde a gente sabe que se estender a mão, alguém vai segurar e pular com você.  É o que eu sempre fico rezando aos céus pra ler, agradeço profundamente quando minhas preces são atendidas e depois indico para todo mundo: pegue e leia. Não vai se arrepender.


Bacci!!!

Beta

ps.: Caso não tenham percebido a banda OutroEu está em loop   no meu Spotify e no meu cérebro. (Sim, entraram para lista "acalmam mentes turbulentas") e por isso me fizeram companhia durante a leitura de 1+1.

ps.: E como hoje é Dia Internacional da Amizade: “Ei, olha só o que eu achei. Cavalos marinhos”. Entendedor entenderá.

domingo, julho 17, 2016

Ciao!!!



Sabe quando a maré não está boa e você sabe que a tendência é piorar pra só então, do que sobrar, recomeçar (se der)?
É assim que está a vida de Sydney Stanford quando começamos a acompanhar a vida dela neste young adult lançado pela Editora Seguinte.

Os Bons Segredos – Sarah Dessen – Seguinte
(Saint anything - 2015)
Personagens: Sydney Stanford, sua família, amigos e a família Chatham

Um atropelamento que deixou um adolescente paraplégico levou o irmão mais velho de Sydney, Peyton, para a cadeia e marcou o agravamento de uma crise silenciosa na família Stanford. A mãe ficou obcecada em agir como se Peyton fosse uma vítima do destino e queria demonstrar (às vezes forçando a barra) que toda a família o apoiava. O pai não reagia e aceitava a liderança da esposa. Nenhum dos dois percebia o sofrimento da filha caçula, que estava presa em uma invisibilidade forçada. Até o dia que entrou em uma pizzaria e iniciou a descoberta de uma família tão única, que a acolheu como ninguém antes. Talvez fosse o fim do “tudo bem” sem significado concreto para ela.

Comentários:

- Imagine uma pessoa sufocada por não ser suficiente e pressionada pela culpa pelos erros do irmão mais velho. Esta é Sydney. Mas quando a história começa, se você perguntar como ela estava, a resposta era automática: “Tudo bem”. Só que não estava nada bem. O irmão Peyton tinha evoluído da delinquência juvenil, arrombamentos e vandalismo para um crime com consequências sérias: dirigiu embriagado e atropelou um adolescente, que ficou paraplégico.

- Por meio da narrativa de Sydney acompanhamos a forma como os pais – especialmente a mãe – ignoram a gravidade do crime de Peyton. Para desespero mudo dela (que passou a sentir culpa por toda a família), agem como se ele fosse também uma vítima. E se antes, tudo na casa era em função do que Peyton aprontava, com a prisão, tudo gira em torno da ausência dele. Sugados por isso, a mãe não tem outro assunto e o pai não a contradiz. E Sydney engolia o que gostaria de dizer e manifestar atrás dos “Tudo bem” automáticos e vazios.

- Buscando fugir deste clima e da vergonha de todos saberem o que o irmão fez, Sydney saiu da escola particular onde estudava e foi para outra, disposta a recomeçar. No primeiro dia, saindo da aula, ainda naquele estranhamento de local novo ainda desconhecido, entrou em uma pizzaria. Foi assim que encontrou os Chatham. Layla e os irmãos dela, Mac e Rosie, o pai e a mãe, diagnosticada com esclerose múltipla. Passou a ver como é a rotina em outra casa, que também tem problemas, mas outra forma de abordá-los. E mais importante: a menina que não era vista e considerada em casa, encontrou um lugar, um abrigo onde era acolhida e considerada uma deles. 
Primeiro ela me classificou como ‘resto’; depois como ‘qualquer outra coisa’. Eu sempre tinha sido a outra, a que não era Peyton. Já tinha até aceitado. Mas então finalmente conhecia pessoas que me enxergavam de um jeito diferente. Agora que eu era real e estava em primeiro plano para alguém, nunca mais queria ser invisível” (p.273)
- Abordando temas como insegurança, culpa, peso da responsabilidade, expectativas frustradas, relacionamento entre pais e filhos, rebeldias adolescentes, sonhos, frustrações, medo, desconforto, a autora transita pela construção da autoestima e da identidade de Sydney, que ficou incomodada por estar sempre à sombra do irmão ou das coisas que ele aprontava. E lamentava que os pais não percebessem a diferença ou mesmo o risco a que ela estava exposta. Culpava ambos por não respeitarem a dor do menino ferido pelo irmão. Queria que reconhecessem que ela merecia ser um ser individual, sem ter que cumprir pena por tabela. Psicólogos que entrevistei algumas vezes comentavam isso, que a família precisava se tratar junto com o parente dependente (Peyton também se envolveu com drogas na jornada negativa dele), porque todos adoecem juntos e não adianta nada curar um sem curar os outros. Enfim, é uma jornada de muitas pendências familiares dos Stanford e pessoais de Sydney a serem resolvidas, muito a ser feito antes que fosse tarde demais.

- E posso dizer uma coisinha: apesar do título em Português fazer total sentido ao longo da história, devo ressaltar que fiquei bem curiosa com o título original – Saint Anything – e quando há a explicação e ela é de uma simplicidade e profundidade que não posso deixar de amar a ideia da autora. Só não posso contar aqui. Você vai ter que ler para descobrir.

- Links: Goodreads livro e autora; site da autora; site da editora; Skoob.

Bacci!!!

Beta

sábado, julho 16, 2016

Ciao!!!


Indo direto ao ponto: não gostei tanto quanto de outros mais recentes da Diana Palmer.
Casal “Fantástico”, muito “demais” pro meu gosto e o horror dos horrores, mangas bufantes.
Serei obrigada a dar alguns spoilers, então, sintam-se avisados.

Corações Fortes – Diana Palmer – Rainhas do Romance 114
(Wyoming Rugged – 2015 – HQN Books)
Personagens: Nicolette “Niki” Ashton e Blair Coleman

Niki era a única filha de um fazendeiro, uma jovem vibrante e alegre, mas extremamente protegida e com uma certeza na vida: amava Blair Coleman e queria que ele fosse feliz, mesmo que não fosse com ela. Apesar das diferenças de idade e experiência de vida, eles se tornam confidentes e Niki é um dos amparos de Blair quando o casamento desmorona. De tanto fugir, acaba ficando incontrolável o que existe entre eles. Só que isso não significa felicidade instantânea.

Comentários:

- Na escala dos livros da Diana Palmer, este fica na faixa intermediária – não está entre os que me deixaram irritada até a última mitocôndria e também não fica entre os que se destacaram no rol “Palmeriano” de criação. O problema é que ele tem excesso de algumas coisas e acaba ficando irritante.

- Casal “Fantástico”: sabe aquela coisa do “marcou três gols no domingo e pede música no Fantástico”? Niki e Blair mereciam pedir música #sqn por só marcar gol contra. Niki é a inocente da vez. Mas é inocente demais. E quando digo demais é realmente demais. Teve momento que eu podia jurar que ela vivia dentro de um daqueles pesos de papel com água repleta de purpurina e glitter. Não sei o motivo de autoras acharem que heroínas virgens são ignorantes sobre a vida. Sério, só faltou fazer como a personagem Mafalda da novela Eta mundo bom! e procurar pelo cegonho. Mas estamos no 2015 no universo palmeriano, enfim... Então lá vai a sofredora da vez descobrir as agruras de se apaixonar por um homem confuso e ficar confusa e sofrer, sofrer, sofrer. Ah, sim, e ainda tem uma saúde frágil. Por isso, de certa forma, procede a comparação que Blair faz dela com uma orquídea de estufa (não “orquídea de estufava”, como está na págins 283). Ah, sim, eu falei três motivos, né? Há um determinado momento na trama onde a Niki literalmente surta diante de más notícias e toma uma atitude totalmente impulsiva e errada (isso é o máximo que irei dizer).

- Aí vem Blair, o “adulto” na relação. O dono de uma petroleira tem a consciência pesada por gostar de uma garota 16 anos mais nova, afinal de contas, ele está no fim da existência dele... aos 39 anos! (Do jeito que é contado no livro, até agora estou surpresa de não ter surgido um padre pra oferecer a Extrema Unção). Foi o herói em um momento muito complicado dela e ela o apoiou em um momento difícil. Após o traumático fim do primeiro casamento, ele se viu fugindo do sentimento por Niki. Só que, como a gente já conhece o roteiro de outros carnavais livros, já intuímos que, em algum momento, o desejo da inocente e do homem vão colidir e soltar faíscas que causam espanto nela e a reação ouriço espinhento dele. Ah, sim, não só uma, mas três vezes ele a magoa deliberadamente para afastar (juro que fiz uma pausa pra tomar água quando me deparei com a terceira vez porque a paciência já estava por um fiapo). Porque as desculpas eram o “ela é mais nova/ela é inocente/ ela tem saúde frágil”, em separado ou em combo, como preferir. Ah, sim, pra quem gosta, sofrência por rejeição. Temos a culpabilização da inocente por despertar o desejo incontrolável do “indefeso homem mais velho”.

- Como aqui não temos uma vilã forte (apenas uma que paira como assombração e outra que insinua a desculpa que a anta idosa quer ouvir para massacrar a inocente pamonha da vez) e nem temos aquelas famosas ameaças comuns, por exemplo, nos livros que se passam em Jacobsville (os traficantes-vilões malvadões), então dá pra entender porque falei que a trama se torna irritante: fica o tempo todo rodando em cima disso. Cansa.

- De positivo, finalmente uma mocinha que não sofre trauma por causa da relação com o pai (aleluia, irmãos!). O Tex (homem de passado misterioso que esteve no Iraque) despertou o radar “Cash Grier” de apreciação, mas segundo a Suelen (a especialista em Titia Palmeirão), ainda não tem livro previsto pra ele. 

- E de novo, vestido com mangas bufantes. Em pleno 2015. Não aguentei. Quando você pesquisa no Google “vestido de noiva de mangas bufantes e saia trapézio”, aparece o vestido da Lady Di no casamento com o príncipe Charles. Ok, era o último grito da moda em 1981. Depois me lembrei também de que a Ariel também usou um vestido de mangas bufantes para se casar com o príncipe Eric no desenho da Disney lançado no fim dos anos 1980. Hoje até seria um grito, talvez de susto *lembrem-se das pessoas olhando a Giselle, do filme Encantada, da Disney (parecia um tripé de escola de samba do RJ)* ou de desperdício de tecido (sério, acho que dá pra vestir as daminhas com tanto pano). O vestido que a Kate Middleston usou para o casamento com o príncipe William é mais bonito, pelo menos pra quem, como eu, acha que menos é mais. Se está precisando de sugestão, que tal o vestido inspirado em livros da Jane Austen?

E apesar de estar relacionado, não cita nenhum personagem dos livros anteriores da série dos Homens do Wyoming. Quando muito, apenas os lugares.

* Série Wyoming Men:

1 – WyomingTough – CoraçõesLaçados – Morie Brannt e Mallory Kirk
2 – Wyoming Fierce – Corações em Fúria – Bodie Mays e Cane Kirk
3 – Wyoming Bold – Corações Ousados – Merissa Baker e Dalton Kirk
 Wyoming Strong  Corações Blindados  Sara Brandon e Wolf Patterson
5 – Wyoming Rugged – Corações Fortes – Niki Ashton e Blair Coleman


Bacci!!!




Beta