domingo, abril 22, 2018


Ciao!


 



A Mary Balogh tem um jeitinho de contar histórias que chegou de mansinho e construiu uma cabana fofa, amável e aconchegante no meu coração de leitora compulsiva.
Deu pra entender que eu gostei muito do livro e quero ler a série inteira, né?

Uma proposta e nada mais – Mary Balogh – Editora Arqueiro
(The proposal – 2012)
Personagens: Gwendoline Grayson, lady Muir e Hugo Emes, lorde Trentham

Duas pessoas marcadas pela solidão e pelo sofrimento se encontram de forma inesperada em uma praia. Hugo socorre Gwen, que torce o tornozelo e a leva para a Penderris Hall, a sede informal do “Clube dos Sobreviventes” na Cornualha. Seis homens e uma mulher com uma trajetória que se cruzou nas perdas causadas pela guerra. Gwen e Hugo não eram nada indicados um para o outro: uma jovem viúva e um soldado que ganhou título ao sobreviver quando outros morreram. No entanto, não é bem assim que as coisas vão acontecer entre eles.

Comentários

- Chegou um momento de decisão na vida de Hugo Emes: agora lorde Trentham, deveria assumir a herança do pai, morto um ano antes. Isso significava abandonar a sua segura e calma vida no campo e aceitar as responsabilidades de cuidar da apresentação social da meia-irmã e lidar em um meio social onde se sentia desconfortável – a aristocracia, agora que ele tinha um título por conta da bravura na guerra.

- Ao comparecer à reunião do “Clube dos Sobreviventes”, informou a necessidade de mudar o rumo da vida e acabou desafiado a propor casamento e impressionar a primeira jovem que encontrasse com o seu título. Isso tudo ocorre no prólogo e por que estou contando? Por que recentemente me disseram para não pedir pelas coisas, situações e sentimentos para os quais não estamos preparados... vai que resolvem atender o pedido? Foi isso que houve com Hugo. Ao “desafiar” o universo, testemunhou uma jovem torcer o tornozelo e não conseguir se locomover e resolveu ajudar.

- Gwendoline estava caminhando pela praia, “aproveitando” (entre aspas mesmo) a solidão e também revendo algumas decisões recentes da própria vida. Até se machucar e se encontrar dependendo da ajuda de um estranho, enorme, gigante e carrancudo e ir parar no local onde disseram para ela não ir. 
“(...) Além do mais, detesto a ideia de deixar de fazer algo por medo. (...) O medo deve ser desafiado, foi o que descobri. Ele fica poderoso quando permitimos que nos domine” 
- É uma história sobre perdas, sobre recomeços, sobre culpas, sobre perdoar a si mesmo e sobre como prosseguir quando a própria consciência não lhe dá trégua. É um livro ditado pelo ritmo de seus protagonistas, que escondem suas delicadezas e vulnerabilidade atrás de uma fachada social: “a dama” e o “herói de guerra” e que são mais que isso. Os dois tentam racionalizar o que não dá pra conter com bom senso: surgiu atração e paixão entre eles.  

- Através do “não-romance” entre Gwen e Hugo, a gente entende as particularidades com que os seres humanos se conformam em suas vidas. O quanto deixamos as dores, os julgamentos e a influência de outros nos moldarem – nem sempre isso é para bem. Os dois estavam em um estágio de insatisfação, sabiam que precisavam mudar e temiam dar este passo. Por isso, o encontro deles de aleatório não teve nada – um seria o impulso para o outro finalmente sair do marasmo em que estava preso. 
“- É o que fazemos uns pelos outros – corrigiu ele. – Todos nós precisamos ser amados, Gwendoline, de uma forma plena e incondicional. Mesmo quando carregamos o fardo da culpa e acreditamos não merecer amor. A verdade é que ninguém merece. Não sou religioso, mas acredito que é disso que tratam as religiões. Ninguém merece, mas ao mesmo tempo, todos nós somos dignos de amor” 
- Não será fácil. Haverá idas e vindas, decisões impensadas ou repensadas, algumas dúvidas, sofrimentos e inseguranças. Toda mudança faz isso, tira a gente do confortável até chegarmos ao novo patamar (quando bem-sucedida, claro). Eu me encantei por eles, do jeito que são e quem se tornaram após se conhecerem. Assim como aconteceu com os Bedwyns, cá estou eu de novo apaixonada pelas tramas e personagens tecidos por Mary Balogh, quero saber tudo sobre os outros integrantes do Clube dos Sobreviventes e mal vejo a hora de ler a próxima história dela.

Clube dos Sobreviventes:
1 – The Proposal - Uma proposta e nada mais
1.5 – The Suitorainda sem título em Português
2 – The ArrangementUm acordo e nada mais
3 – The Escape – Uma loucura e nada mais
4 – Only Enchanting – ainda sem título em Português
5 – Only a Promise – ainda sem título em Português
6 – Only a Kiss – ainda sem título em Português
7 – Only Beloved – ainda sem título em Português


Bacci!!!

Beta

sábado, abril 21, 2018

Ciao!


Vocês se lembram de 8 Segundos? Então, este é um spin-off, voltando ao mundo de Lucas e Pietra, mas quem conduz a nossa experiência é Henrique, o herdeiro em busca de um sentido para a vida.
Mais que um spin-off, é um livro que coloca o dedo na ferida.

*** Texto originalmente escrito pro Livrólogos, que a Rosana gentilmente permitiu que fosse publicado no Literatura de Mulherzinha. Obrigada, Rô! ***

As cores do amor - Camila Moreira – Paralela
(2015)
Personagens: Sílvia Cavalcanti Lima e Henrique Montolvani

O encontro entre Sílvia e Henrique foi repleto de clichês: o herdeiro do barão da soja e a menina pobre que se fez através dos estudos; o rapaz que não via sentido na vida e a garota que tinha como meta ser a melhor fisioterapeuta para seus pacientes; mas a paixão uniu o Galego e a Morena, o branco e a negra. No entanto, a realidade não irá deixa-los esquecer o que os separa e eles terão que lutar para conseguirem encontrar sentido juntos na vida.

Comentários:

- Racismo, injúria racial, preconceito, discriminação, relação abusiva entre pai e filho. O livro trata sem piedade e sem colocar filtros cor de rosa várias coisas que estão aí no dia a dia mas que as pessoas varrem para baixo do tapete dos outros e se recusam a admitir. E, se você for uma pessoa empática, vai se sentir no mínimo incomodado, talvez com vergonha (por saber que já viu, ouviu, viveu uma cena parecida) e com tristeza por saber que muita gente por aí gosta de reduzir o outro a um rótulo como forma de afirmar uma suposta superioridade. Como diz #MadreHooligan, superior a quê se o fim será o mesmo para todos? 
Antes de sair, olhei para cada mulher que estava na recepção. - Sejam humanas, tenham empatia. Só assim conseguiremos sobreviver. – Nenhuma delas esboçou reação. – Quer saber? Tirem os seus preconceitos do caminho, porque eu estou passando!
- Gostei de ser um romance com uma protagonista negra. Primeiro porque a maioria dos romances independente de estilo, formato e bla bla bla envolve protagonistas conforme um padrão europeu de beleza. Um exemplo: eu sempre ficava incomodada nos livros com sheiks porque a heroína era a loira/ruiva estrangeira. (A fã de Aladdin queria mais Jasmines nos romances). Todo mundo é esbelto e qualquer diferença para mais (alta/baixa) ou menos (magra/gorda) já fazia antever que a felicidade só viria após um extreme makeover que incluía alisar cabelos, sumir com óculos, emagrecer... Enfim, se ajustar ao que te impõem e não se encontrar como você é.

- E quando trazem a diversidade, adivinha: lá vem o rótulo! “Ah, o livro que tem personagem cadeirante, negro, asiático, LGBT, índio, latino”. Posso ser chata, mas livro que me agrada é aquele com quem, independente de como o personagem é, eu me identifico com ele.

- E devo destacar que a escrita da autora amadureceu. Ao contrário das ressalvas que me incomodaram em 8 Segundos, As cores do amor não se perde em coisas desnecessárias. O tempo inteiro a trama está afiada, no ponto, com acontecimentos que reforçam as virtudes e fraquezas dos protagonistas, os dramas da jornada de cada um e o que poderia uni-los ou separá-los de vez. As escolhas, decisões e consequências. A gente vê o amadurecimento de Henrique ao lidar com os fantasmas que os assombraram e pesaram sobre ele durante toda a vida. A gente percebe a força que Sílvia encontrou em si mesma diante de uma vida repleta de momentos “você não é digna de estar aqui”.

“O coração dispara
Tropeça, quase para
Me enlaço no teu beijo
Abraço teu desejo

A mão ampara, acalma
Encosta lá na alma
E o corpo vai sem medo
Descasca teu segredo

Da boca sai, não para
É o coração que fala
O laço é certeiro
Metades por inteiro

Não vou voltar tão cedo
Mas vou voltar porque

Eu amei te ver”

- A química entre os personagens é intensa e a autora não enfeita com metáforas. Não caberia na história que ela conta. Henrique é mais que o “pobre menino rico”, o que o torna mais humano e vulnerável aos olhos do leitor. Sílvia é senhora de si mesma. Adorei a postura resolvida dela, nada de frescuras – ela desejou Henrique tanto quanto ele a quis no início. Ela não hesitou em brigar por ele e tomar decisões difíceis quando foram necessárias. Eu me vi torcendo por ela e por ele, para que conseguissem superar os problemas e transformar as próprias vidas naquilo que imaginavam que não teriam.

Eu defendo que a informação ajuda a combater a ignorância, por isso, vale lembrar que discriminar alguém por causa da raça e da cor é crime previsto na legislação brasileira.


Bacci!!!

Beta

sexta-feira, abril 20, 2018

Ciao!!!



Uma mulher com uma missão. Um homem que pode dar a ela o que ela quer.
Duas pessoas oprimidas pelo peso de decisões do passado.
Duas pessoas que vão conseguir muito mais do que imaginavam.

Diamante de Conveniência – Maisey Yates – Paixão 471
(His diamond of convenience – 2015 – Harlequin Present)
Personagens: Victoria Calder e Dmitri Markin

Com a consciência pesada por ter ajudado, mesmo involuntariamente, a causar a perda da empresa da família, Victoria Calder finalmente encontrou uma forma de expiar pelo erro que a persegue desde a adolescência. Bastava convencer o novo dono, o ex-lutador e milionário russo Dmitri Markin a aceitar um noivado de mentira. Em troca de ter a empresa de volta, ela o ajudaria a recuperar a reputação e consolidar o projeto de caridade que ele tanto sonha. Dmitri aceitou, jurando que acabaria com o controle da falsa noiva, afinal de contas nunca recusava um desafio.

Comentários:

- Olha, atirei no que vi e acertei onde não imaginava. Achei que era uma daquelas tramas de gente unida por conveniência onde há uma bobagem muito grande e depois tudo se resolve. A autora conseguiu escapar da armadilha dos estereótipos e fugir de fazer uma trama mais do mesmo. Ela acrescentou profundidade aos personagens, ao tornar ambos prisioneiros de sofrimentos vividos no passado. Por isso, ambos viviam em penitência sem chance de expiação.

- Primeiro ela nos apresenta o “pecado” de Victoria: contribuiu para que o pai perdesse a empresa da família há 12 anos, quando ainda era uma adolescente. E ela precisava convencer Dmitri a aceitar o plano dela. Portanto, apareceu com a proposta perfeita: ele queria implantar um projeto de caridade, mas a reputação dele não o tornou uma pessoa confiável para os investidores. E respeito e reconhecimento público por trabalhos voluntários era a base da imagem de Victoria. Por isso, nada como um noivado de conveniência, que não precisava resultar em casamento. Bastava ela atrair investidores e dar “respeitabilidade” ao projeto dele, que, como recompensa, devolveria a empresa London Diva para a família dela.

- O sexy, musculoso, tatuado Dmitri saiu de uma adolescência descontrolada e violência, foi salvo através do esporte, ao ser descoberto por um treinador inglês de MMA. Em Londres, ele canalisou todos os sentimentos nos octógonos e, agora, aposentado se revelou um excelente empresário. Por saber do poder do esporte, queria oferecer a mesma chance que recebeu a outras crianças e jovens em honra à memória do treinador. Victoria ofereceu a ele o que faltava para conseguir viabilizar o projeto. No entanto, ele não gostou de ser surpreendido e ver que outra pessoa encontrara algo vulnerável dele. Então aceitar a proposta trazia o bônus de acabar com o controle dela.

- Claro que ambos vão descobrir que vão muito além das primeiras impressões: herdeira impecável se une ao homem que enriqueceu a partir do próprio esforço. A autora dá o maior poder que uma personagem feminina pode ter: a percepção de todo seu potencial. O que havia se perdido na adolescência é recuperado agora na jornada de autoconhecimento de Victoria. Ao mesmo tempo, ela humanizou Dmitri ao revelar o evento que mudou a vida dele na Rússia.

- Enfim, foi muito além do que eu esperava. No fundo, Victoria e Dmitri são perfeitos um para o outro. E o livro conta como eles descobriram isso, tornando-se pessoas ainda melhores.

- Ah, sim, ÓBVIO que faz parte de uma série. ÓBVIO que peguei o trem andando. ÓBVIO que li o último livro sem ter lido os anteriores (mas dá pra entender sem problemas)

Série "Call of Duty"

1 - A Royal World Apart - Um mundo à parte (Paixão 326) – Princess Evangelina Drakos e Makhail Nabatov
1.5 - The Prince and the PA - Karen Roberts e Bastian Van Saant
2. At his Majesty's request - Desejos Reais (Paixão 328) - Jessica Carter e príncipe Stavros Drakos
3. Pretender to the Throne - Pretendente ao Trono (Paixão 390) - Layna Xenakos e príncipe Xander Drakos
4. His Diamond of Convenience - Diamante de Conveniência (Paixão 470) - Victoria Calder e Dmitri Markin


Bacci!!!

Beta

quinta-feira, abril 19, 2018

Ciao!!!



Senhor amado, quero saber o que a protagonista deste livro tomou para ser tão chata!
Ok, precaução e canja de galinha não fazem mal a ninguém, mas tudo na vida tem limite.

Aposta no Amor – Rebecca Winters – Harlequin Special 95 (Amores Perfeitos)
(Becoming the prince’s wife – 2013 – Mills & Boon Romance)
Personagens: Carolena Baretti e príncipe Valentino, de Gemelli

Carolena foi visitar a amiga, Abby, que se casou com o príncipe Vincenzo e era mãe do pequeno Max, do reino de Arancia e atraiu a atenção do príncipe Valentino, de Gemelli. No entanto, ela que vinha de uma intensa dor de amor, não gostaria de se arriscar novamente. Ainda mais com alguém que tem uma responsabilidade acima de tudo: ser o próximo governante do país e, dentro deste dever, se casar com uma mulher qualificada... que não seria ela.

Comentários:

- Sabe aquele livro que você começa entendendo a personagem, mas depois do mesmo argumento ser dito zilhões de vezes você passa a achar uma chatice só? Então, foi a minha reação aqui. Eu sei que a Rebecca Winters conta histórias em um ritmo mais lento, as coisas nunca acontecem rapidamente em suas tramas. No entanto, neste caso, só agravou a minha situação de que pouco acontecia, nada andava e o livro parecia ter páginas infinitas e não acabava.

- Carolena é uma brilhante advogada de origens rurais. Ela é amiga de Abby que, após um caminho sofrido, se casou com o príncipe de Arancia, após ter um filho. Estava visitando a nova família quando conheceu – e encantou – o príncipe Valentino, de Gemelli. Claro que o príncipe manifestou interesse, mas Carolena, magoada pela perda prematura do seu primeiro e único amor, tentou mantê-lo à distância. No entanto, pela origem de família fazendeira, termina envolvida em um projeto que poderia alavancar a economia dos dois principados. Por tabela, teria que trabalhar mais próxima com príncipe Valentino.

- Aí para cada evidência de que os dois nasceram um para o outro como queijo e goiabada, temos um momento “não devemos ficar juntos”. Por exemplo, o príncipe poderia ser um playboy que não faz nada para viver, mas não é. Ele é um vulcanologista formado porque o Etna pode afetar os principados, então ele faz parte do grupo de estudo que acompanha qualquer movimentação do vulcão. Adivinha? Carolena é louca com vulcões (sim, tem gosto pra tudo na vida). Ele a levou pra conhecer um.

- O príncipe é um cara legal, criado para ser o próximo governante, tem ideias para desenvolvimento não só de Gemelli, mas também de Arancia, porque juntos eles podem competir melhor no mercado. E Carolena surtando com o que ele seria capaz de fazer para ficar com ela. Pior que nem posso dizer que faltou conversa, porque elas até existiram. Só que Carolena parecia não absorver que a vida é feita de escolhas e consequências e Valentino estava disposto a assumir o que decidisse fazer. Ah, por favor tenha dó, né?

- Achei que as soluções encontradas foram as possíveis, um tanto óbvias, só que a trama roda tanto diante das incertezas e medos de Carolena que, quando o desfecho chega, dei graças a Deus por terminar o livro. Queria ter me divertido mais, mas não foi possível. Talvez eu estivesse em dia mais chato que o da protagonista do livro. Afinal de contas, blogueira escorpiana de mau humor é um bicho insuportável – como eu bem sei.

Princes of Europe
Não achei em português - Expecting the prince’s baby - Abby Loretto e príncipe Vincenzo di Laurentis
Aposta no Amor – Becoming the prince’s wife Carolena Baretti e príncipe Valentino, de Gemelli
Harlequin Special 95 (Amores Perfeitos)


Bacci!!!


Beta

quarta-feira, abril 18, 2018

Ciao!!!






A vida como Joanna a conhecia foi destruída por causa de Nigel Farnham. E o destino a colocou em uma posição de se vingar dele.
Quem tem certeza de que não vai dar certo?

Coração Vingativo – Roberta Leight
– Julia 5
(The vengeful heart – 1976 – Mills & Boon)
Personagens: Joanna Trafford e Nigel Farnham.

Uma vida destruída. Em pouco tempo, Joanna perdeu pai, mãe e a vida que sempre conheceu. Ao recomeçar, com apoio de Conrad Winster, amigo de seu pai, conseguiu uma carreira como modelo em Londres. E foi no ateliê, demonstrando vestidos de noiva, que ela reencontrou o algoz: o promotor Nigel Farnham, responsável por levar o pai à prisão onde ele morreu. Agora sem reconhecê-la, ele decidiu conquistá-la e Joanna viu nisso uma forma de se vingar do homem que a transformou “na filha de um criminoso”.

Comentários:

- Sabe aquele conselho que a gente nunca deve tomar decisões movidas por sentimentos extremos, seja felicidade, alegria, tristeza, raiva e ódio, porque não vai dar certo? Então, Joanna (que na versão original se chama Julia/Julie, dependendo do livro que você encontre) poderia ter evitado muito problema se tivesse seguido.

- No entanto, não podemos criticar a garota que sempre tinha sido protegida pela família (o pai achava que as mulheres não deveriam se envolver nos negócios) e, de repente, se vê com o nome envolvido em um escândalo, com pai preso, pai morto, mãe morta de tristeza e sozinha no mundo. Incentivada por um amigo da família, apesar de ter recusado a proposta de casamento dele, vai para Londres onde se torna modelo para um ateliê. Nesta fase de reconstrução da vida que ela reencontra o algoz do pai, o promotor Nigel Farnham. Para total surpresa, ele se interessa por ela, a convida para sair e se torna insistente. Ela pensa em recusar e então percebe a chance de uma vingança contra o homem que a fez sofrer.

- É um livro que narra uma história repleta de confusões e desencontros. As motivações de diferentes personagens se encontram, cruzam, interferem umas nas outras. Percebemos as decisões erradas, equivocadas, fora de hora, os julgamentos precipitados, quem se aproveita da crise deles, as dúvidas, as inseguranças, o peso que a vingança cobra de quem executa e de quem sofre. 

- Então já posso adiantar que caímos em outro lema comum neste tipo de trama: só a verdade libertará. Mas será que os envolvidos estão preparados para ela? Gostei do jeito que as coisas ocorreram, gostei de ser uma mulher a vingadora impulsiva, gostei das consequências que eles tiveram que lidar. Não foi um tempo desperdiçado.
  
Links: Goodreads autora e livrosite oficial; Romance Wiki (onde há a curiosidade de que o livro foi lançado em 1969 e o nome original da protagonista) e autora na Wikipedia; outros dela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta