domingo, agosto 24, 2014

Ciao!!!


Sabe aquele livro fofo, que você precisa depois de um dia difícil, em uma semana difícil simplesmente para relaxar e acreditar em coisas fofas e boas de novo?
Então, se você está assim – como eu estava – eis uma ótima dica para você.
E se você está na Bienal de São Paulo, aproveite para conversar com a autora! Hoje é a tarde de autógrafos dela no stand da editora :D

Simplesmente Ana – Marina Carvalho – Novas Páginas
(2013 – Novo Conceito)
Personagens: a vida de Ana Carina Bernardes Markov virando do avesso

Ana é uma estudante de Direito de BH, que estava lidando com os dilemas normais da vida de uma jovem, faculdade, amigos, o “quase-qualquer-coisa” com o Artur, até que um detalhe sobre o passado dela literalmente a cutucou no Facebook: o pai. E não era uma pessoa comum, era o rei de Krósvia, um país nos Bálcãs... E, Ana soube que era uma princesa! Agora, vivendo uns meses com o pai recém-encontrado, Ana precisava lidar com muitas coisas sobre a nova vida...

Comentários:

- “Universitária mineira é uma princesa de um reino europeu”. O plot do “segredo do nascimento” é umadas estratégias mais usadas na Literatura, nas novelas e nos filmes. E quando bem-feito diverte a gente. O que eu gostei aqui foi a forma como o assunto foi tratado: sem virar um dramalhão daqueles que você suspira, invoca toda a paciência por aí para passar a página. Ana foi confrontada com a verdade sobre a própria origem, entendeu a decisão que a mãe tomou e agora está lidando com a descoberta do pai biológico e de tudo que ele representa para ela e de tudo que ela representa para ele. Afinal de contas, mais que pai e filha, ele é rei, o que significa que ela é uma princesa. Ou precisa entender como ser uma.

- Cheio de referências ao cinema (algumas veladas, outras não) e à música (sim, a “Bonjovette por osmose” – na verdade, a minha irmã é a fã, eu aprendi boa parte das letras pela exposição constante a ela. Nada contra, apenas esclarecendo a forma como os caminhos se cruzaram - que vos escreve amou a citação ao grupo. Fiquei com a impressão de que a Krósvia foi inspirada na Croácia, mas acho que minha mente decidiu assim. E o castelo parecer com a Pemberley do filme Orgulho e Preconceito de 2005 (ok, virei tiete surtada de mangá, com estrelinhas e coraçõezinhos para todos os lados). E as citações às reações dos jornais e programas brasileiros me fez rir, ainda mais a probabilidade de ser do jeito narrado é muito elevada. Ah, dar apelido venenoso para desafeto, quem nunca?!?!

- Gostei da forma como o caminho fácil não foi tomado em relação à decisão da mãe de Ana (era tão mais fácil reconciliar todo mundo e formar uma família feliz). Gostei do clima alto-astral da história, gostosa de ler, ajuda a relaxar. Adorei o Alex, embora confesso que, no início, meu eu escorpiano teria feito picadinho dele à mera insinuação engraçadinha que Ana, muito mais diplomata que eu, preferiu fazer de conta que não ouviu até estourar. Apesar de 2014 estar me ensinando que a minha paciência é muito mais flexível do que eu poderia prever nos momentos mais otimistas, acho que ela não duraria muito com Alex. Afinal de contas, nada melhor que cortar as asinhas de gente que tira conclusões precipitadas, né? (Vocês notaram que não sirvo para ser princesa, né?). Mas não se desesperem, apesar do início torto, Alex melhora e fica uma beleza (literal e metaforicamente falando)!

- E para encerrar, pra variar, quem achou na livraria foi #madrehooligan, que AMA histórias românticas de reis, rainhas, príncipes e princesas. Ela leu antes de mim e amou! Agora, óbvio, está esperando pela sequência... Sim, pra quem ainda não sabe, tem sequência, lançada neste ano (mais especificamente, em agosto).

Série Ana:

* Simplesmente Ana – 2013
* De repente Ana – 2014.

Sim, quero ler bem mais rápido que li o primeiro. Oremos :D

Links: Goodreads autora e livrosite da autora  

Bacci!!!

Beta

ps.: E depois de ver nas redes sociais uma dica da Carol e da Flavinha do Mulheres Românticas, descobri que a turnê de lançamento do "De Repente, Ana" passaria pela minha cidade. Aí já viu, né? Blogueira pautando jornalista. Leia no G1 da Zona da Mata.

sábado, agosto 23, 2014

Ciao!!!

Minha relação com a Carole Mortimer é meio lá meio cá. Tem livros que eu adoro, mas eu surtei com dois de uma trilogia histórica. Mas se esse for o cartão de visitas desta série contemporânea, tudo indica que irei gostar. 

Negócio Arriscado – Carole Mortimer – Paixão 381 (Os diabólicos D’Angelos 1/3)
(A bargain with the enemy – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Bryn Jones e Gabriel D’Angelo

A galeria Archangel era a última opção da artista plástica Bryn Jones. A última mesmo, porque era a única que ela não queria, mas foi rejeitada por todas as outras. E milagrosamente, foi aceita pelos D’Angelo, a mesma família que tinha contribuído para a ruína do pai dela e do homem que tinha sido o primeiro amor e a primeira mágoa, Gabriel, o caçula dos D’Angelo. Ninguém poderia acusar Gabriel de não lutar pelo que queria. Cinco anos antes, ele queria Sabryna. Agora queria a jovem mulher que ela se tornou. Mas lutar contra fantasmas do passado poderia ser uma missão muito difícil, até para ele.

Comentários:

- O especialista em arte e um dos donos da renomada galeria Archangel, Gabriel, poderia ter tudo na vida. Menos a garota pela qual se interessara cinco anos antes, antes de ser uma peça fundamental no processo que mandou o pai dela para a cadeia. Agora, eles se reencontraram e Gabriel não estava disposto a perder a segunda chance. A encrenca era quebrar a resistência de Bryn ao desejo e à atração entre eles.

- Bryn não queria depender da Archangel para ser reconhecida como uma artista plástica talentosa, mas depois de ser recusada por todas as outras opções e incrivelmente selecionada entre os seis novos rostos que estariam em uma exposição deles, entendeu que não poderia brigar com o destino. O mesmo lugar que destruiu a família poderia ser o caminho para a afirmação profissional dela. No entanto, teria que vencer algumas desconfianças, boa parte delas centralizada na figura de Gabriel D’Angelo. O homem que a fizera suspirar e se apaixonar aos 18 anos estava ainda mais lindo, devastador, letal e irresistível. Só que ceder à atração entre eles iria contra tudo que ela passou após a prisão e morte do pai.

- Gabriel foi batizado com o nome do anjo mensageiro de Deus na Bíblia. E realmente recebeu a missão de resolver um conflito duro. Porque Bryn era inflexível. Capaz de tirar a mais paciente das criaturas do sério – e por mais que eu entenda as razões dela, também deu nos nervos, porque ela não admitia a real causa e dava umas desculpas nada convincentes. Que criatura confusa – com motivo, mas sem convicção. Sorte dela que Gabriel não aceitava “não” como resposta. Apesar de Bryn, a história anda e tem um desfecho agradável de acompanhar. Por isso, terminei com impressão positiva. Agora espero ter tempo para ler logo os próximos.

- E uma das coisas que me deixou ressabiada no livro foi em uma cena onde Gabriel é chamado de Gabrielo por personagens de origem italiana. Fiquei ressabiada porque a forma masculina do nome é Gabriele. Dei uma pesquisada e, sim, existe Gabriello (a forma Gabrielo é em países de língua portuguesa). Sim, minha neurose com a língua Italiana chega a este ponto.

Trilogia “Os diabólicos D’Angelos 1/3”
Negócio Arriscado – Paixão 381 – Bryn Jones e Gabriel D’Angelo
Conquista Fatal – Paixão 383 – Nina Palitov e Rafe D’Angelo
Plano Ousado – Paixão 385 – Eva Foster e Michael D’Angelo


Bacci!!!

Beta

quinta-feira, agosto 21, 2014

Ciao!!!



O Grupo Editorial Record divulgou a programação para a Bienal do Livro de São Paulo de 2014, que começa nesta sexta-feira.
Pra turma que vai visitar, eis ela aqui: anote na agenda para não perder nada!!!! Divirtam-se por mim!!!




E fica a dica para visitar o Facebooko Instagram, Twitter e o site da editora!!!

Bacci!!!

Beta

terça-feira, agosto 19, 2014

Ciao!!!


Agosto, mês de Bienal - aliás, desejo ótima Bienal de São Paulo a todas vocês que vão. Tentem não causar inveja na criatura que, neste ano, infelizmente não poderá ir. Bons lançamentos às autoras. Boas garimpagens à turma que lê compulsivamente.
E aqui, eis algumas sugestões para vocês conferirem lá no stand do Grupo Editorial Record!!!


A ÚLTIMA CHANCE,
de Karen Kingsbury

Ellie tem quinze anos e um melhor amigo — e amor — chamado Nolan. Um dia antes de Ellie se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano é se reencontrar no mesmo lugar dali a onze anos para ler o que cada um escreveu.
Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie abandonou sua fé e luta para criar a filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete, cuja fé em Deus é conhecida pela nação inteira. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda fama e sucesso.
Tanto para a desiludida Ellie quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência — é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregar ao amor
.


A VINGANÇA DA AMANTE,
de Tammy Cohen

Sally e Clive viviam uma grande paixão proibida. Por cinco anos, Sally orquestrou sua rotina de jornalista freelancer e mãe de dois filhos para conciliar suas obrigações com os encontros tórridos e casuais com Clive. Daniel, seu marido, nunca desconfiou que a mulher tivesse um caso com um amigo da família.
Um dia, sem mais nem menos, o amante resolve pôr um fim ao relacionamento extraconjugal na tentativa de salvar o casamento de mais de vinte anos, mas Sally não aceita o término. Ela fica obcecada pelo amante e não tem ideia de que essa obsessão pode levá-la a um caminho sem volta. A vingança da amante expõe os efeitos colaterais de um caso amoroso de forma perturbadora
.

LADRÕES DE SONHOS (A SAGA DOS CORVOS VOL. 2),
de Maggie Stiefvater

Ao lado de Blue, os garotos corvos — o privilegiado Gansey, o torturado Adam, o espectral Noah e o sombrio e perigoso Ronan — continuam sua busca pelo lendário rei galês Glendower. Mas suas explorações enfrentam um duro contratempo conforme segredos, sonhos e pesadelos começam a enfraquecer a linha ley — um canal invisível de energia que conecta lugares sagrados e que pode levá-los até o rei.
Será por isso que a floresta mística de Cabeswater sumiu inexplicavelmente? Quem é o misterioso Homem Cinzento e por que ele está procurando o Greywaren, uma relíquia que permite tirar objetos de sonhos? E o que isso tem a ver com o indecifrável Ronan?
Conforme Blue e os garotos corvos procuram respostas a essas e outras questões, o perigo que os envolve se torna cada vez mais real, e será preciso apostar todas as fichas nessa aventura enigmática.



O HOMEM MAIS PROCURADO,
de John Le Carré

Após o 11 de Setembro, Hamburgo tornou-se uma cidade suspeita, depois que alguns dos autores do atentado se mudaram para lá. A fim de evitar novos hóspedes indesejados, impôs aos imigrantes estado de emergência. Um dia, na calada da noite, um jovem checheno faminto entra clandestinamente na cidade. Em uma bolsa pendurada ao pescoço ele carrega uma quantidade expressiva de dinheiro. Trata-se de um muçulmano devoto que afirma chamar-se Issa. Constantemente vigiado, ele mudará a vida de todos com que mantiver contato, principalmente a de Annabel, uma jovem e idealista alemã especializada em direitos humanos, e a de Tommy Brue, um banqueiro influente, que descobre que o banco de sua família mantém uma conta em nome do pai de Issa, um líder militar cruel que acumulou riquezas por meio de práticas desumanas.

AS BATIDAS PERDIDAS DO CORAÇÃO,
de Bianca Briones

Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro.
Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.



ENCONTRADA: À PROCURA DO FELIZES PARA SEMPRE,
de Carina Rissi

Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar — e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.

Mais sobre estes e os outros lançamentos, visite o Facebooko Instagram e o site da editora, além de segui-los no Twitter!!!

Bacci!!!

Beta

domingo, agosto 17, 2014

Ciao!!!


Muitas pessoas têm uma visão romântica do jornalismo. Pensam no profissional como aquele que não hesita em correr atrás da verdade nas histórias, vivem vidas boêmias e estão dispostos a salvar o mundo. E no caso dos jornalistas que trabalham com música, a gente pensa no glamour, no brilho, na aparente perfeição que desperta inveja.
Pois este livro, mostra em vários exemplos que não é bem assim.

Fama & Loucura – Neil Strauss – Best Seller
(Everyone loves you when you’re dead – 2011 – Stately Plump Buck Mulligan)

Livro com jornalista? Ainda mais relatando entrevistas? Estou dentro!
Fazer entrevistas é muito complicado, em qualquer circunstância. Primeiro, porque nem sempre você está preparado o suficiente. Segundo, porque há entrevistados que te derrubam no “boa tarde”. Terceiro, porque nem sempre eles gostam do que você vai perguntar. Quarto, porque eles ou você podem estar em um mau dia. Eu poderia continuar listando vários outros problemas e limitações aqui. E nem sempre ter um excelente texto ajuda, se você não é capaz de conseguir a matéria-prima, que é informação da fonte. Afinal de contas, jornalismo é narrativa de fatos, não uma criação de ficção.

Por isso quis ler este livro de Neil Strauss (confesso, não o conhecia). Sou fã de muitos artistas que ele entrevistou e queria analisar o resultado como fã e como jornalista. Sem contar que, se algum dia, eu voltar às salas de aula como professora, terei bom material para explorar com os alunos.

Neil dividiu as 228 entrevistas que fez para diferentes meios de comunicação – entre eles, Rolling Stones e o The New York Times -, dividiu em dez capítulos com títulos que fazem referências diretas ao que foi dito nas entrevistas a que fazem parte do trecho a seguir. Outra coisa que gostei é que ele dividiu as entrevistas mais longas em cenas, abertas por uma explicação prévia sobre o entrevistado ou as circunstâncias do encontro. E ainda conta com notapés que corrigem ou complementam informações ditas na entrevista. E a forma como ele encadeou as cenas de diferentes entrevistados faz o texto ter uma fluidez incrível, porque muitas vezes os assuntos se encaixam, complementam, o pensamento parece ter uma sequência, mesmo vindo de pessoas diferentes e em contextos distintos.

O relato de Neil revela também a capacidade do entrevistador em lidar com o entrevistado. Na sensibilidade em ouvir, saber explorar os assuntos e em lidar com o que o entrevistado oferece. Em alguns momentos, você consegue imaginar a cena descrita. E se adaptar às circunstâncias, desde sair para comprar fraldas com o Snoopy Dogg, participar de uma competição maluca com o Ludarcris.

Eu li todo o livro. Todo. 523 páginas. Então, decidi elencar aqui meus momentos favoritos. Óbvio que passam pelos fatores: jornalista, tiete e surpresa.
  
* Ato 1: de um modo geral, aqui não vou me ater a entrevistas particulares, é de dar desespero em qualquer jornalista. Afinal de contas, ele condensou neste capítulo “A pior entrevista de todos os tempos”. Desinteresse, má vontade, falta de educação, crise pessoal, faniquito, gente que se acha após o primeiro sucesso... Eu disse que o jornalismo não tem esse glamour todo que o povo pensa. Este capítulo me fez querer ler as matérias que resultaram destas entrevistas só para ver como Neil Strauss descascou os abacaxis que encontrou nesta parte...

* Lady Gaga (Ato 2): ainda não tenho opinião formada sobre ela. Gosto de algumas músicas, mas ainda fico muito perdida com o que ela quer dizer, se é que que ela quer dizer alguma coisa... No entanto, gostei muito do rumo que a conversa tomou. Fiquei com uma impressão positiva (ao contrário da entrevista dele com o Tom Cruise que só reforçou a imagem mental de “será que ele está bem?” que eu tenho dele).

* The Neptunes (Ato 6): a missão era entrevistar Pharrell Williams, que junto com Chad Hugo, estava por trás dos sucessos de vários artistas. São cinco cenas, que relatam a íntegra de todas as tentativas de contato. Mas o trem se revelou uma missão praticamente impossível, ao ponto de exigir do jornalista uma “solução alternativa” para ter a matéria pronta.

* Cher (Ato 6): Gente, é a CHER. Nem com toda pesquisa do mundo eu conseguiria entrevistá-la. E as duas cenas relatam um encontro “casual” e os bastidores que levaram a música “Believe” ao #1 das paradas, mesmo após a confusão que foi o processo criativo e que, pelo visto, ainda deixou gente insatisfeita.

* Backstreet Boys (Ato 6): Ok, essa foi totalmente inesperada. Eu nunca iria imaginar que leria Backstreet Boys neste livro, ainda mais sendo uma entrevista em três cenas com Kevin Richardson, o mais velho do grupo e o meu favorito. E foi uma entrevista sobre os bastidores de fazer parte de uma banda fabricada, os problemas que existiram quando a “traição” veio de onde não se esperava e quando o tempo passa e traz outras prioridades da vida.

* Estátuas de Cera (Ato 5): disparado a melhor pauta do livro. Você já parou para pensar o que acontece com estátuas de cera quando um museu delas fecha? Neil recebeu uma dica do destino das estátuas do Country Music Wax Museum, de Nashville. A maior curiosidade era que as estátuas usavam roupas e acessórios originais dos homenageados, o que aumentava ainda mais o valor delas. Não vou contar o desfecho, mas foi uma jornada muito interessante.

* A cidade racista (Ato 8): na minha opinião, outra grande pauta do livro (apesar de eu, pessoalmente, preferir a do museu de cera). Já imaginou um lugar onde todos odeiam negros e manifestam isso abertamente? Skullbone, no Tennessee, é assim. É uma herança histórica da qual eles se orgulham e fazem questão de manter viva. Eu sei que existe este tipo de comportamento em vários lugares do mundo, mas ainda assim fiquei perplexa.

* The Funerals (Ato 8): acompanhar a turnê de uma banda de country lento e triste da Islândia pelo país. Preciso dizer mais alguma coisa?

* Copidesques (Ato 8): Uma figura que desapareceu das redações com as novas formatações, equipes mais enxutas. Ele era responsável por revisar o texto, em busca de erros gramaticais e ortográficos. Nos casos citados pelo autor, funcionaram como uma instância de censura disfarçada de “respeito aos padrões de decência”.

* Perfil de Paul Nelson (Ato 10): a história que encerra o livro é a narrativa do autor ao fazer um perfil sobre Paul Nelson, considerado o primeiro e melhor crítico de rock dos Estados Unidos. Não vou dar detalhes, mas posso garantir que não foi à toa que ela ficou por último.

* Epílogo: Ele resume as lições que tirou ao longo da carreira, entrevistando todo tipo de gente que viveu das melhores às piores experiências em busca da fama ou após ter reconhecimento. Serve como lição de jornalismo e de vida. E só foi aqui que ele explica o título original - Everyone loves you when you’re dead – uma conclusão cínica, dura e real sobre a vida em geral e o show bizz em particular.

- Links: Goodreads livro e autorsite do autor; resenhas no The Guardian, The Telegraph, Rolling Stone.

Bacci!!!


Beta